Principal adversário de Daniel Vilela em 2022 pode ser Vanderlan Cardoso ou Baldy

Se Ronaldo Caiado chegar desgastado daqui a três anos e dois meses, a principal disputa poderá ocorrer entre o MDB e o PP

Alexandre Baldy: o PP pode não ser coadjuvante em 2022 | Foto: divulgação

Políticos experimentados não são unidimensionais e, por isso, não trafegam por uma única via. Pelo quadro de hoje, se cristalizado for, fica patente que se está estabelecendo uma aliança entre o PP do ex-ministro Alexandre Baldy e do senador Vanderlan Cardoso e o MDB do ex-deputado federal Daniel Vilela e do ex-governador Maguito Vilela.

É o quadro que está sendo visto, examinado. Mas o quadro de 2022 pode ser outro.

Daniel Vilela: aliado de hoje pode ser o adversário de amanhã | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

No caso de desgaste do governador Ronaldo Caiado (DEM), se não conseguir retirar o Estado da crise, a polarização política pode mudar de ângulo — com a sedimentação de duas forças políticas que, de aliadas, podem-se tornar adversárias. Quer dizer: o PP e o MDB podem se tornar adversários em 2022, lançando, ambos, candidatos a governador.

O PP poderá bancar Alexandre Baldy ou Vanderlan Cardoso e o MDB lançaria Daniel Vilela.

Vanderlan Cardoso: possível candidato a governador em 2022 |
Foto: Fábio Costa

Ronaldo Caiado, se disputar a reeleição, correria por fora — contra Daniel Vilela e Alexandre Baldy (ou Vanderlan Cardoso).

Em suma, a três anos e dois meses das eleições para o governo do Estado, o que se pode fazer é especular. Mas o desenho é este: podem surgir dois candidatos fortes das oposições. Que, de tão fortes, no lugar de se unirem, podem disputar entre si.

Ronaldo Caiado: possível desgaste pode anabolizar oposições | Foto: Assessoria do governo

O recente encontro entre o governador Ronaldo Caiado com a cúpula do PP sinaliza parceria administrativa ou parceira política ou as duas coisas? Talvez tenha sido mais um gesto de civilidade política — mediado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, amigo de Alexandre Baldy. Mas, em política, não há acaso. Os balões de ensaio não são apenas balões de ensaio — são, quase sempre, engenharias políticas possíveis.

O que o PP está dizendo é simples mas direto: “Nós estamos vivos”. E mais: “Queremos ser parceiros — seja de Daniel Vilela ou de Ronaldo Caiado — mas não queremos ser subordinados”. Longe de estar subordinando-se à força “x” ou à força “y”, a cúpula do Progressistas está dando um gripo de independência e, claro, se colocando tanto para o pleito municipal de 2020 quanto para o pleito de 2022.

Na prática, a hora é de jogar, não de acertos definitivos.

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