O tempo está passando. O tempo voa. Não se pode deixar para a última hora as articulações políticas e a montagem da chapa de candidatos a vereador. Vale lembrar que a disputa para prefeito e vereador vai se realizar daqui a 11 meses. Ou seja, como se diz em Rio Verde, se trata de um pulinho.

A base governista é muito forte em Rio Verde e a tendência é que consiga eleger o prefeito, aquele que será apoiado pelo prefeito Paulo do Vale.

Entretanto, até hoje, não se definiu, oficialmente, quem será o candidato governista a prefeito. Ou melhor, sabe-se que o prefeito Paulo do Vale e o governador Ronaldo Caiado, ambos do União Brasil, vão apoiar o médico Wellington Carrijo, hoje no MDB, para prefeito.

Mas há uma pedra no caminho — a deputada federal Marussa Boldrin, presidente do MDB em Rio Verde. A parlamentar não quer apoiar Wellington Carrijo, sugere que pode lançar outro candidato, mas nos bastidores, de acordo com seus adversários, tem articulado com o pré-candidato do PL a prefeito, Lissauer Vieira.

Como Marussa Boldrin vem “segurando” o processo — a rigor, toda a base governista —, cria-se um clima de instabilidade. O governador Ronaldo Caiado e Paulo do Vale já estão fechados com Wellington Carrijo. A tendência, se o vice-governador Daniel Vilela não conseguir bancar ao médico para prefeito, é que ele seja candidato pelo União Brasil. Se as portas do MDB estão se fechando, por causa de Marussa Boldrin, as portas do partido do governador estão inteiramente abertas para o jovem político.

Marussa Boldrin: deputada federal pelo MDB de Goiás | Foto: Câmara dos Deputados

Em Rio Verde fala-se que, no início de 2024, Daniel Vilela colocará o MDB à disposição de Wellington Carrijo. E, de fato, o presidente do MDB, político firme e leal, quer isto. A ressalva é: há segurança para começar a levar políticos para o MDB para que possam disputar mandato de vereador? Por enquanto, com Marussa Boldrin no comando, não há. Pelo contrário, sob seu comando, o partido não conquistou nenhuma figura expressiva em Rio Verde. O partido está, na verdade, apequenando-se. (E.F.B.)