PP deve bancar permanência de Baldy no ministério. Wilder pode ser para a CEF ou ser ministro

Delegado Waldir pode ser peça importante de um possível Bolsonaro no Congresso, mas também é cotado para o ministério

Divulgação

Numa entrevista divulgada pelo UOL, o candidato a presidente da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, disse que nem tudo do governo de Michel Temer é ruim: “O que está dando certo, você tem que continuar”. O líder nas pesquisas de intenção de voto — que espera obter cerca de 70% dos votos válidos — sugere que alguns integrantes do governo do emedebista, desde que fichas limpas, podem permanecer na sua gestão.

No momento, quatro nomes de Goiás são cotados para ocupar pastas ministeriais num possível governo de Jair Bolsonaro: Zacharias Calil (de quem o presidenciável ouviu palavras candentes de um político), Alexandre Baldy (PP), Wilder Morais (DEM) e Delegado Waldir Soares (PSL). Zacharias Calil (DEM) já avisou que pretende exercer o mandato para o qual foi eleito.

Delegado Waldir é, dos políticos de Goiás, o único que frequenta o círculo íntimo de Bolsonaro. São aliados e, sobretudo, amigos. O deputado federal goiano, reeleito com uma votação extraordinária — quase 300 mil votos —, começou a apoiar Bolsonaro quando ele ainda não era chamado de “Capitão” e “Mito”. Quer dizer, quando o líder nas pesquisas era Lula da Silva (PT). Discreto, o parlamentar nada diz, mas teria sido sondado para a pasta da Justiça — há quem avalie que deve ser indicado um jurista — e até para a Segurança (que pode ser ocupada por um general). Se disser que tem interesse em ser ministro, Delegado Waldir o será.

O ministro das Cidades, Alexandre Baldy, conseguiu, a um só tempo, ser darling do PP, seu partido, e do DEM nacionais. O senador Ciro Nogueira, presidente nacional do PP, trata o político de Goiás de “o golden boy do partido. Na campanha, Baldy atuou em todo o país, o que agradou sobremaneira a cúpula partidária e lideranças locais. Pode continuar como ministro? Pode. Talvez não na mesma pasta, a de Cidades. O PP, em nome da governabilidade, terá de dois a três cargos de proa no governo de Bolsonaro. Um deles tende a ser de Baldy. Quando inquirido a respeito, o ministro nada diz. Mas, em definitivo, se tornou um player político nacional. Sublinhe-se que Rodrigo Maia (DEM), presidente da Câmara dos Deputados, é um dos principais aliados e amigos de Baldy.

Bolsonaro está de olho grande em Wilder Morais. O líder do PSL ficou contente ao saber que o senador encampou sua campanha no primeiro turno e, no segundo, ao lado do Delegado Waldir, a mantém acesa em Goiás. O senador é cotado para a pasta de Cidades, mas seu nome também tem sido comentado para o Ministério dos Transportes e para a presidência da Caixa Econômica Federal. A um interlocutor, Bolsonaro perguntou se Baldy e Wilder são fichas limpas. Disseram-lhe que “sim”.

Detalhe: Wilder Morais pode ir para o ministério de Bolsonaro, se este for eleito, na cota do próprio presidente, e não do DEM. As relações entre o senador e Delegado Waldir são as mais cordiais. Acrescente-se que a respeito de políticos de Goiás, a fonte autorizada para informações é o deputado federal. Nenhum outro.

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