Podemos e PP se reúnem para ter nome na chapa majoritária de Caiado e vetar Daniel Vilela na vice

Adib Elias, Ernesto Roller, Alexandre Baldy e Roberto Naves se reúnem em Catalão e traçam táticas e estratégias para a disputa de 2022

Recentemente, em Catalão, houve uma reunião entre o prefeito de Catalão, Adib Elias (Podemos), Júlio Paschoal, economista (e candidato a deputado federal pelo PP), Ernesto Roller, secretário de Governo na gestão de Ronaldo Caiado, o prefeito de Anápolis, Roberto Naves (Progressistas), Alexandre Baldy, presidente do Progressistas em Goiás, e João Sebba, vice-prefeito de Catalão.

O grupo “almoçou” a disputa majoritária para 2022. Primeiro, porque quer ser protagonista na disputa eleitoral do próximo ano. Segundo, postula que a vice não deve ser destinada ao MDB de Daniel Vilela.

Roberto Naves (Progressistas), Júlio Paschoal (Progressistas), Ernesto Roller, Adib Elias (Podemos), Alexandre Baldy (Progressistas) e João Sebba | Foto: Divulgação

Na sobremesa, líderes do Podemos e do PP sugeriram que devem marchar unidos para pressionar por uma vaga na chapa majoritária. Que tanto pode ser para Adib Elias — que iria a vice — quanto para Alexandre Baldy, que iria ao Senado. Discutiu-se, inclusive, a possibilidade de Roberto Naves, como prefeito da cidade com o terceiro maior eleitorado de Goiás, ser indicado para a vice.

Sobre Daniel Vilela, o que se comentou foi o seguinte: em 2018, quando convidado para compor a chapa com Ronaldo Caiado, o presidente do MDB disse “não” e fez uma campanha agressiva contra o postulante do Democratas. Chegou a expulsar, em seguida, líderes proeminentes do MDB, como Adib Elias e o prefeito de Rio Verde, Paulo do Vale, sob a acusação de que apoiaram Ronaldo Caiado para governador. Em Goianésia, em 2020, impediu a candidatura à reeleição do então prefeito Renato de Castro, o grande nome do MDB na cidade.

A rigor, o grupo não veta Daniel Vilela na aliança. O que ele vai tentar vetar é sua presença na chapa majoritária, sobretudo na vice. O grupo postula que, se for vice e se Ronaldo Caiado for reeleito, Daniel Vilela assumirá o governo em 2026 e, como consequência, será candidato à reeleição. Daí a ressalva: qual é o compromisso de Daniel Vilela com o grupo de Adib Elias e Alexandre Baldy?

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