Segundo um jurista, se for comprovado que quase não está frequentando a Câmara, o vereador pode ser cassado. Gastos do Legislativo merecem investigação

Um grupo de vereadores se reuniu, recentemente, e concluiu que, se fosse possível, pediriam o impeachment do presidente da Câmara Municipal de Goiânia, Romário Policarpo, do Patriota.

Segundo os vereadores, Romário tem o hábito de jogar videogame até as 3 horas da manhã e, por isso, quase não frequenta as sessões da Câmara. “Quando participa, sempre chega atrasado. Não atende ninguém, quase não dá expediente na Câmara. Chega por volta do meio-dia, sempre com ar cansado, olhar vago e mal-humorado, de quem não dormiu o suficiente durante a noite”, afirma.

Além do videogame, há noitadas, churrascadas e cervejada frequentes? “Não sei. O que sei é que, se você quiser fugir de Romário, basta ir para o plenário da Câmara”, afirma um segundo vereador. “Ele está cada mais parecido com aquele jogador, o de mesmo nome e que se tornou político.”

Romário Policarpo, presidente da Câmara Municipal: craque no videogame e absenteísta no plenário do Legislativo | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Um vereador, que já foi aliado de Romário, afirma que o presidente do Legislativo “é ruim de trato. Ele promete muito e não cumpre quase nada”.

Um quarto vereador postula que “o poder subiu à cabeça de Romário. Ele vive dizendo que derruba qualquer um na Prefeitura de Goiânia. Este sentimento de onipotência pega mal”.

Um quinto vereador sugere que se faça uma devassa nos fornecedores da Câmara Municipal. “Espera-se que não seja verdadeira a existência de uma caixa-cinza na gestão de Romário. Mas é preciso verificar os gastos da Câmara, que são excessivos.”

Um jurista aconselhou os vereadores a documentarem as faltas de Romário no plenário. “Se ele realmente não estiver comparecendo, a Câmara poderá pedir a sua cassação”, afirma o advogado. “Pode-se, inclusive, apresentar uma denúncia no Ministério Público.”