(Acima, Iris Rezende e o marqueteiro Dimas Tomas: contenção de gastos)

O candidato ao governo de Goiás pelo PMDB, Iris Rezende, mandou demitir mais de 20 profissionais de sua equipe de comunicação. O marqueteiro da campanha peemedebista, Dimas Thomas, da agência Fórum TV Mais, responsável pelas contratações, alegou, ao promover as demissões, que não havia recursos disponíveis para pagar a equipe e que o PMDB havia decidido priorizar outras áreas (publicidade-programa de televisão e carreatas). Os produtores, repórteres, fotógrafos, maquiadora e locutora demitidos haviam acertado com o marqueteiro que receberiam salários até setembro. No entanto, receberam cheques — como estavam cruzados não puderam ser descontados no caixa; foram depositados — referentes apenas ao salário de agosto. O mês de setembro, como não houve trabalho prestado, não será pago. Porém, como havia sido pactuado, os profissionais querem recebê-lo integralmente e, se necessário, recorrerão à Justiça. Eles prometem denunciar o possível “calote” em praça pública. “Se o PMDB trata mal os funcionários que articularam sua campanha na televisão e no rádio, deixando de pagá-los, imagine o que, no poder, não fará como os servidores públicos”, afirma um dos demitidos, que prefere o anonimato por recear retaliações. “Estou numa terra estranha e sei que alguns peemedebistas têm fama de perseguidores”, acrescenta.

Na terça-feira, 2, ao procurarem a produtora da campanha, em busca de seus direitos, os demitidos foram informados que já receberam agosto e, portanto, não têm mais o que receber. Foram surpreendidos com a presença de seguranças, que os impediram de entrar na produtora. Os profissionais também estão sendo “expulsos” do hotel, pois o PMDB informou que não vai mais pagar a hospedagem.