Pedro Gonçalves lidera uma forte coalizão, mas Leozão aposta na força de seu padrinho político

Imersos numa eleição municipal, os líderes começam a discutir a disputa de 2022, quando Renato de Castro deverá ser candidato a deputado

Pedro Gonçalves: candidato a prefeito de Goianésia pelo MDB | Foto: Reprodução

Há em Goianésia o consenso de que a chapa com Pedro Gonçalves, do MDB, para prefeito e, na vice, o Delegado Marco Antônio Maia, do PSDB, é praticamente imbatível. Porque une os dois principais grupos políticos do município — o MDB do ex-prefeito Gilberto Naves, um dos mais sólidos de Goiás, e o PSDB dos ex-prefeitos Jalles Fontoura e Otavinho Lage. As duas facções são rivais históricas, mas, em nome da “retomada do desenvolvimento do município”, resolveram apostar numa aliança política (que, aliás, também foi tentada em 2016). Frise-se também que, como empresários, os irmãos Jalles e Otavinho gerem alguns dos principais negócios da região do Vale do São Patrício.

Leozão Silva Menezes e seu vice, Aparecido Costa | Foto: Reprodução

Entretanto, em política, não há favas contadas e não se ganha eleição por antecipação. Uma campanha bem feita, que consiga mexer com a razão e a emoção dos eleitores, pode mudar o quadro que todos acreditavam “estabilizado” e criar um clima de virada. Não se pode subestimar a força eleitoral do prefeito Renato de Castro, do MDB, que tem empatia com a população. Ao escolher um primo para apoiar, Leonardo Silva Menezes (Democratas), conhecido como Leozão, o gestor municipal pode não ter acertado a mão? Talvez. Mas Leozão não é político, o que, longe de prejudicá-lo, pode até fortalecê-lo. O capital eleitoral do prefeito também é forte e, se conseguir transferir parte significativa dele para seu apadrinhado, pode criar um candidato consistente. O fato de que há cinco candidatos também pode contribuir para o fortalecimento de Leozão.

Fião e seu filho, Renato de Castro | Foto: Reprodução

O empresário Emerson Autovip, do Progressistas, é uma espécie de terceira via. Ele conseguiu um vice, o vereador Cabo Jota Carlos (José Carlos Nogueira Neves), que tem peso eleitoral. Seu problema é que a cidade está de olho muito mais na conflagração entre dois integrantes das elites locais — Pedro Gonçalves e Leozão Silva. Ser observado, portanto avaliado, numa campanha polarizada não é muito fácil.

O PT aposta suas fichas em Carlos do Itapuã (Carlos Alberto Silva), empresário do ramo supermercadista. Sua vice é a Professora Rosalina (Rosalina Neves Eleutério).

O PC do B aposta suas fichas em Toquinho (Jordeni Assis da Silva), com Maria Rosa (Maria Rosa Barbosa Porto), na vice. Ela também é do PC do B.

A cidade também já comenta sobre os possíveis candidatos a deputado estadual e federal em 2022. A tendência é que o deputado estadual Helio de Sousa, do PSDB, e Delegado Marco Antônio sejam os candidatos bancados pela aliança entre o tucanato e o emedebismo. Pode acontecer alguma reviravolta, com o MDB exigindo a vaga para deputado estadual? Não se sabe.

O prefeito Renato de Castro tende a ser candidato a deputado estadual, até para confrontar a aliança entre os grupos de Otavinho Lage e de Pedro Gonçalves. Ele deve se filiar ao PTB de Lineu Olímpio, seu amigo, ou ao Democratas do governador Ronaldo Caiado.

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