Paulo Roriz pode ficar em Brasília e desistir de disputa em Valparaíso

O Democratas pode preferir uma composição com o PP de Afrânio Pimentel para tentar enfraquecer Lêda Borges e Pábio Mossoró

Paulo Roriz é secretário do Entorno do Distrito Federal do governo de Brasília. Trata-se de um cargo importante e será difícil trocá-lo pela aventura de disputar mandato de prefeito em Valparaíso de Goiás, sobretudo se não tiver apoio decidido da cúpula do partido Democratas. Por isso, comenta-se no município que Paulo Roriz pode não ser candidato na eleição de 4 de outubro.

Paulo Roriz: sem força eleitoral em Valparaíso | Foto: Reprodução

Frise-se que o presidente do DEM em Valparaíso apoia Paulo Roriz. Mas não há nenhum empenho da cúpula estadual, que, possivelmente, avalia que o postulante não é consistente eleitoralmente e, por isso, pode optar por uma composição com Afrânio Pimentel, o pré-candidato do partido Progressistas que é bancado pelo ex-ministro Alexandre Baldy, presidente do partido. O DEM pode lançar o vice? “Talvez”, frisa um democrata. Por quê? Porque os aliados do governador Ronaldo Caiado (DEM) estão pensando também em 2022. O que não se quer é que a deputada estadual Lêda Borges, do PSDB, ou o prefeito Pábio Mossoró, do MDB, se elejam na cidade. Lêda Borges porque, se eleita, vai trabalhar pela candidatura de Marconi Perillo a deputado federal, em 2022. Já Pábio Mossoró, se reeleito, trabalhará pela candidatura de Daniel Vilela, do MDB, a governador, em 2022. Os caiadistas querem cortar o apoio, ao menos com o uso da máquina, a Marconi Perillo e Daniel Vilela.

O vice de Afrânio Pimentel em 2016, Ana Pessoa, é ligada politicamente a Ronaldo Caiado. Alexandre Baldy, por seu turno, é um dos principais aliados do governador.

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