Paulo Garcia tem de perceber que não é candidato e precisa ampliar parceria com Marconi Perillo

Aliados do prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT), dizem que é muito difícil ajudá-lo. O petista estaria naquela fase em que não ouve mais e avalia que sua gestão é qualitativa — quando não é, segundo avaliação de seus próprios aliados.

Paulo Garcia perde tempo tentando confrontar-se com o governador Marconi Perillo e com um de seus auxiliares, o presidente da Agetop, Jayme Rincon. O petista não percebe que não está disputando eleição com o tucano-chefe. Deveria inspirar-se no comportamento inteligente de Antônio Gomide (PT), João Gomes (PT) e Maguito Vilela (PMDB).

Gomide, quando prefeito de Anápolis, manteve uma parceria qualitativa com Marconi, e João Gomes segue pelo mesmo caminho. Maguito Vilela, mesmo situando-se como oposicionista, mantém uma parceria qualitativa com o tucano. Eles têm um argumento objetivo: gestor não faz oposição a gestor. Observe-se que o próprio Marconi mantém parceria qualitativa com a presidente Dilma Rousseff. Ganham, com isso, Goiás e o Brasil.

Fica-se com a impressão de que Paulo Garcia está sendo teleguiado pelo pré-candidato do PMDB a governador de Goiás, Iris Rezende, que tem o hábito de chamar Marconi de “satânico”. O petista, um homem de rara integridade pessoal, precisa entender que Goiânia é maior do que interesses político-eleitorais. Sua imagem hoje é muito ruim. E, para fazer justiça, sua gestão é menos pior do que a imagem que se tem dela. Mas vale a versão: a gestão do petista é vista como uma das piores da história de Goiânia.

 

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