Partidos nanicos trocam ministério no governo Temer por garantir a sobrevivência

Eles tinham chance de fazer um ministro, mas agora querem ter a proteção dos grandes partidos para não serem extintos

acrobata chagall

Líderes dos partidos nanicos, como PTN, PHS, PROS, entre outros, adotaram uma estratégia de sobrevivência.

Eles sabem que vai começar uma campanha para reduzir o número de partidos. Assim, no lugar de batalhar para ter um ministro — o ministro dos nanicos —, optaram por uma aliança com os partidos grandes.

A tática é a seguinte: cada partido nanico vai colar num partido grande, dando-lhe apoio integral. Agindo assim, a “nanicoland” acredita que os gigantes da Câmara dos Deputados e do Senado, mesmo sob pressão de alguns líderes, vai deixá-la em paz. Ao menos por algum tempo.

A tática para garantir a sobrevivência é inteligente. Resta saber se vai segurar políticos como o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o ministro das Relações Exteriores, José Serra, que querem a redução do número de partidos, alegando que dificulta as ações do presidente da República.

(Quadro “Acróbata”, de Marc Chagall)

2 respostas para “Partidos nanicos trocam ministério no governo Temer por garantir a sobrevivência”

  1. Um dos grandes problemas da democracia brasileira é a enorme quantidade de partidos. Como sempre afirma o governador Geraldo Alckmin, é imprescindível uma reforma política que reduza o número de partidos.

    • Avatar Fernando Henrique Freire Macha disse:

      Para preservar e proteger os direitos e as liberdades individuais, um povo democrático deve trabalhar em conjunto para modelar o governo que escolher. E a maneira principal de fazer isso é através dos pequenos partidos políticos, quesão organizações voluntárias que ligam as pessoas a seu governo. Os pequenos partidos recrutam candidatos e fazem campanha para os elegerem a cargos públicos e mobilizam as pessoas para participarem na escolha dos governantes, de forma mais acessível a qualquer cidadão bem intencionado.

      Os pequenos partidos políticos proporcionam uma forma dos cidadãos responsabilizarem os dirigentes do partido pelas suas ações no governo, muito mais que isso, é onde pessoas que não conseguem espaço nos grandes partidos encontram condições e viabilidade eleitoral.

      Os pequenos partidos políticos são geralmente mais democráticos e acreditam nos princípios da democracia de modo que reconhecem e respeitam a autoridade do governo eleito, mesmo que os seus líderes partidários não estejam no poder.

      Frquentemente, os pequenos partidos são questionados quanto à estabilidade que oferece a seus dirigentes, na prática vemos que isso ocorre principalmente nos grandes… Joaquim Roriz e o senador Mão Santa, perderam espaço em suas legendas anteriores (no maior partido do Brasil), e encontraram abrigo seguro numa pequena legenda.

      O fato é que todos os partidos políticos democráticos, sejam pequenos movimentos ou grandes coligações nacionais, têm valores comuns de compromisso e tolerância. Sabem que só através de grandes alianças e de cooperação com outros partidos políticos e organizações é que eles podem proporcionar a liderança e a visão comum que vai ganhar o apoio da população do país.

      A existência de muitos partidos é inerente a qualquer democracia. Significa que todos os lados no debate político — por mais profundas que sejam as diferenças — partilham os valores democráticos fundamentais de liberdade de expressão e religiosa e de proteção legal igual. Os partidos que perdem as eleições passam para a oposição — confiantes que o sistema político continuará a proteger o direito de organizar, fiscalizar e denunciar. Eventualmente, o seu partido terá a oportunidade de fazer campanha novamente pelos seus ideais e pelos sagrados votos do povo.

      Aos que desprezam um partido pelo seu tamanho, fica o questionamento: Se um partido, que por menor que seja conta com milhares de filiados e com centenas de mandatários eleitos pelo povo merece desprezo, qual a opinião dessa pessoa sobre a importância de um trabalhador, de uma dona de casa, de um estudante ?

      Numa democracia, a luta entre partidos políticos não é uma luta pela sobrevivência, mas uma competição para servir o povo. Povo que é sempre quem ganha com essa saudável disputa.
      Artigo do meu presidente Eduardo Machado.

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