Bastidores
O líder do PSD teria garantido que, se não pudesse disputar, apoiaria o político do PHS
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Arquivo[/caption]
Político mais popular de Senador Canedo — depois de uma passagem pelo Inferno e pelo Purgatório, voltou ao Paraíso —, Divino Lemes está numa encruzilhada, mas sem Virgílio para guiá-lo. O líder do PSD acredita que ainda tem chance de ser diplomado como prefeito do município, mas, como o seguro morreu de velho, pôs um filho e sua mulher em campo. Se for vetado em definitivo, um deles deverá ser candidato a prefeito. Porém, se fizer isto, estará rompendo um compromisso com o empresário Walter Paulo, do PHS.
Divino Lemes havia garantido que, se não pudesse disputar a eleição, bancaria Walter Paulo, seu vice. “Acontece que, agora, Divino Lemes está ‘roendo a corda’, demonstrando que não é um político leal”, sublinha um aliado do empresário. “Ele está vetando o Walter.”
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Arquivo[/caption]
Até as eleições deste ano, era praticamente certo que o vice de José Eliton na disputa pelo governo de Goiás em 2018 seria o deputado Célio Silveira. Como não conseguiu eleger seu candidato a prefeito em Luziânia, o tucano saiu enfraquecido. Dois políticos saíram consagrados — Lêda Borges, secretária de Estado, e o prefeito Hildo do Candango, de Águas Lindas. Um deles pode ser o vice.
A tucana Lêda Borges conseguiu eleger o prefeito de Valparaíso, Pábio Mossoró, do PSDB. Quando a campanha parecia perdida, ela tirou licença do cargo de secretária e concentrou-se nas ruas da cidade, dialogando com a sociedade local e explicando por que apoiava o vereador.
O prefeito Hildo do Candango enfrentou um candidato endinheirado, mas conseguiu derrotá-lo, até com certa folga. Tornou-se, portanto, um player da política regional.
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Victor Priori | Foto: Denise Xavier/Alego[/caption]
Victor Priori, empresário mais rico de Jataí, nunca ganhou uma eleição pra deputado e prefeito. Gasta muito dinheiro, mas não consegue se eleger. Por isso está decidido a se desfiliar do DEM e não participar mais da vida política do município e do Estado, permanecendo só como empresário.
Priori estaria “desgostoso” inclusive com o senador Ronaldo Caiado e com o prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela, que teriam lhe dado um apoio mas pro forma.
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Presidente Michel Temer e o ministro Meirelles | Foto Lula Marques/Agência PT[/caption]
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, quer disputar a Presidência da Republica. Mas, em conversas discretas, nas quais mais ouve do que fala, admite que a disputa, em termos nacionais, terá um quadro congestionado em 2018. O presidente Michel Temer, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, do PSDB, e o ministro das Relações Exteriores, José Serra, do PSDB, querem disputar. O que fazer? Temer pode deslocar Meirelles para disputar o governo de Goiás, com um vice do PMDB.
Filiar-se não significa necessariamente que será candidato do PMDB em 2018. O senador certamente não vai correr o risco
O peemedebista está preparando um discurso de terra-arrasada e conta com a falta de memória da imprensa goianiense
Paulo Garcia vai se tornar a Geni nas mãos dos iristas. Convém lembrar que Iris Rezende já fez isto com Ary Valadão e Henrique Santillo
Lúcia Vânia, Magda Mofatto e Iris Araújo são políticas experimentadas e podem surpreender em 2018
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Reprodução[/caption]
O senador Wilder Morais fica possesso quando ouve que, na disputa de 2018, será o primeiro suplente do governador Marconi Perillo, que deverá ser candidato a senador.
Mas pelo menos dois líderes do PP afiançam que Wilder Morais pleiteia mesmo a suplência de Marconi Perillo, pois acredita que, se for eleito um presidente do PMDB ou do PSDB, o tucano goiano será guindado a um ministério, provavelmente o das Cidades.
“Wilder Morais aceita ser suplente de Marconi Perillo, mas sabe que, se disser isto agora, não conseguirá ser nem mesmo suplente. Por isso afirma que será candidato à reeleição”, revela militante do PP.
Wilder Morais está ministrando palestras em várias cidades de Goiás. Sua agenda, de fato, é de candidato a senador, e não de quem quer ser suplente.
A Odebrecht teria torrado pelo menos 40 milhões de reais em campanhas políticas em Goiás, raramente pelo caixa um, mas quase sempre pelo caixa dois. Conta-se, de Brasília a Curitiba, que políticos do PSDB, do PMDB e do PT esbaldaram-se com a grana farta dos odebrechteiros.
Agora, só falta definir os nomes, que devem ser divulgados entre dezembro de 2016 e março de 2017.
Se Daniel Vilela for eleito governador em 2018, o decano peemedebista terá de gerir a prefeitura durante dois anos tendo de beijar as mãos dos Vilelas
O vereador Anselmo Pereira anda dizendo a aliados que “não” vai tolerar “pitis” de Jorge Kajuru na Câmara Municipal de Goiânia. “Pitis”, revela um vereador, “Anselmo só tolera os seus”.
Clécio Alves e Wellington Peixoto, considerando que Andrey Azeredo é inexperiente, avaliam que o prefeito eleito terá de engolir um deles
O presidente da Federação da Agricultura do Estado de Goiás (Faeg), José Mário Schreiner, é cotado para assumir um cargo no governo do Estado. Tanto pode ser na área do Gabinete Civil quanto na Secretaria de Desenvolvimento Econômico, onde está alojada a Superintendência de Agricultura.
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Foto: Alexandre Cerqueira[/caption]
O prefeito eleito de Goiânia, Iris Rezende, está tentando convencer o senador Ronaldo Caiado (DEM) a se filiar ao PMDB, com o objetivo de ser o candidato do partido a governador em 2018. O peemedebista sinaliza que, se não for possível, não terá como apoiá-lo. Porque não irá atropelar um postulante do partido.
Se se filiar ao PMDB, Ronaldo Caiado terá de abrir mão do controle do DEM, que possivelmente será dirigido por José Mário Schreiner (PSD), terceiro suplente de deputado federal por Goiás, atrás de Sandes Júnior (PP) e de Eurípedes Júnior (PROS).

