Bastidores
Um líder do PMDB estadual sugere que o prefeito de Mineiros, Agenor Rezende, não dispute a reeleição, em 2016, e banque um nome mais jovem e respeitado no município. Como faz uma administração bisonha, abaixo da crítica, Agenor Rezende dificilmente conseguirá ser reeleito. Eleitores e, dizem, até os “postes” sinalizam que o município de Mineiros será governado, a partir de 2017, por uma mulher. Neiba Barcelos (PSDB), Flávia Vilela (Solidariedade) e Ivane Campos Mendonça (PT): é bem possível que uma delas seja eleita prefeita de Mineiros. Flávia e Ivane representam o novo; Neiba, a experiência. São o que há de melhor no município.
Gilmar Alves (PMDB) não vai abrir espaço para o deputado Paulo Cezar Martins (PMDB) disputar a Prefeitura de Quirinópolis, em 2016. O ex-prefeito confidenciou a um aliado que, em 2012, Paulo Cezar Martins perdeu para o prefeito Odair Resende (DEM) por falta de identidade com os eleitores do município. Eleito e reeleito, provado nas urnas, Gilmar Alves acredita que, em 2016, será sua vez de tentar derrotar o produtor rural Odair Resende. Odair Resende não faz uma administração de baixa qualidade, mas também não é nenhuma Apple.
O prefeito de Jaraguá, Ival Avelar (PTB), embora não possa ser considerado um “desastre”, é visto como pouco criativo pelos eleitores. “Ival é aquele negócio de arroz com feijão, e só”, afirma um líder do município. O principal problema de Ival, na opinião de um aliado, é que permitiu, pelo menos durante tempo, que a cidade tivesse dois prefeitos — ele e Lineu Olímpio. Consta que, nos primeiros meses de sua gestão, até para receber um empresário ou político, Ival pedia autorização a Lineu, que às vezes e às vezes não dava. Lineu Olímpio é tão influente que sempre manteve Ival a distância do governador Marconi Perillo.
Nelson Henrique de Castro, do PP, disse a um repórter do Jornal Opção, no gabinete de Frederico Jayme — chefe de gabinete do governador Marconi Perillo —, que pode ser candidato a prefeito de Jaraguá. “Estou filiado ao PP, mas posso trocar de partido”, frisou. O problema de Nelson Henrique, ressalva um político de Jaraguá, é que em quase todo pleito põe seu nome no jogo mas depois foge da raia.
Quem deve ser candidato a prefeito de Goiânia em 2016 pelo PSDB? “Jayme Rincón”, afirma o secretário de Planejamento do governo de Goiás, Thiago Peixoto. O presidente nacional do PL, Cleovan Siqueira, é enfático, como Peixoto: “Jayme Rincón é um candidato consistente, inovador, corajoso e, sobretudo, gestor. Se for candidato, vai derrotar as figuras tradicionais”.
É quase certo que, apesar do empenho do vice-presidente Michel Temer, o ex-deputado federal Marcelo Melo vai trocar o PMDB pelo PSDB ou pelo Pros. E é certíssimo que vai ser candidato a prefeito de Luziânia. Até aliados do prefeito de Luziânia, Cristóvão Tormin (PSD), começam a chamar Marcelo Melo de “prefeito”. A gestão modorrenta de Tormin faz o eleitor do município sentir saudade do ex-prefeito Célio Silveira, que, por sinal, apoia Marcelo Melo. Tese de um tucano: “Precisamos retirar Cristóvão Tormin da prefeitura antes que acabe com Luziânia. O prefeito é a verdadeira saúva do município”.
A parada vai ser federal na disputa pela Prefeitura de Formosa. O deputado Ernesto Roller, do PMDB, quer enfrentar Sebastião “Caroço” Monteiro e este quer enfrentar aquele. A boca de Caroço espuma de “ódio” quando ouve o nome de Roller. A deste não espuma, mas o deputado não fala de seu ex-padrinho político com apreço. Os adjetivos dos dois são impublicáveis. Quase sempre são acompanhados de advérbios poderosos.
O PSD pode perder as três prefeituras mais importantes do Entorno do Distrito Federal. Em Formosa, o prefeito Itamar Barreto vai muito mal e tende a ser derrotado pelo deputado Ernesto Roller (PMDB). Em Luziânia, dada sua gestão ineficiente, o prefeito Cristóvão Tormin é visto como uma espécie de cabo eleitoral indireto do peemedebista Marcelo Melo. Em Cristalina, depois do desastre chamado Luiz Carlos Attié, conhecido como Tristié, o PSD tende a ser derrotado. Daniel do Sindicato é apontado como o nome forte das oposições. O prefeito Luiz Carlos Tristié não agrega e, como resultado, não tem um nome consistente para sucedê-lo. A tendência é que, a partir de 2017, ele não tenha mais nenhuma militância política.
Pode ser uma missão suicida para quase todos os grupos. Mas quem não busca aliados e arromba portas abertas pode sair mais cedo do cenário. A disputa pela presidência da OAB, em novembro deste ano, poderá ter pelo menos quatro candidatos: Enil Henrique, Flávio Borges, Lúcio Flávio (ou Leon Deniz) e Djalma Rezende.
Djalma Rezende é um outsider. Lúcio Flávio é tido como “excelente professor”, mas pouco advogada, segundo seus adversários. Enil, atual presidente, é forte e articulado. Flávio Borges deve ter o apoio de Miguel Cançado e Felicíssimo Sena.
Espécie de secretário informal do prefeito de Goiânia, Ilésio Inácio Ferreira, dono da Construtora Consciente, chega a participar de reuniões com alguns secretários formais. Se depender do prefeito Paulo Garcia, Ilésio deve ser o vice na chapa da possível candidata do PT a prefeita de Goiânia, Adriana Accorsi. O problema é que iristas também gostariam de ver o empresário como vice de Iris Rezende. Dois problemas: ele é sócio de Júnior Friboi e não tem interesse em disputas eleitorais.
O deputado estadual Cláudio Meirelles, do PR, diz que, mesmo sabendo que o governador Marconi Perillo está bancando Joaquim de Castro para conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios, posiciona-se contra. “Joaquim ataca meus aliados, como a prefeita de Jussara, Tatiana Santos, e, se for indicado, não terá independência para julgar suas contas. Meu nome também está colocado para a disputa, embora saiba que minhas chances não são altas.
Wilder Morais está fazendo sucesso em Brasília, mas não é no Senado. O democrata comprou um barco sofisticado, quase um iate, e o colocou no lago da capital. Políticos do primeiro escalão da República já passaram pela luxuosa embarcação. Assim como algumas das mulheres mais lindas da cidade. Se sair a fusão DEM-PTB, o empresário não deve ficar na nova legenda. É possível que migre para o PL ou para o PSD de Gilberto Kassab. Em Goiás, Wilder planeja continuar na base política do governador Marconi Perillo. Detalhe: ele quer disputar a reeleição em 2018, mas sabe que, na aliança do tucano-chefe, não será nada fácil. Pode ser candidato a deputado federal.

[caption id="attachment_29679" align="alignleft" width="620"] Fábio Sousa: comunidade evangélica é forte em Aparecida[/caption]
O PSDB não vai pôr um anúncio nos jornais: “Procura-se um candidato a prefeito para Aparecida de Goiânia. Gratifica-se bem”. Mas o fato é que, devido ao sucesso administrativo e político-eleitoral do prefeito Maguito Vilela (PMDB) — que deve bancar o economista Euler Morais, doutor pela Universidade de Lancaster, para sucedê-lo —, os políticos locais não têm qualquer disposição para a disputa. A saída? Convencer um dos três deputados federais bem votados no município — Waldir Soares, Fábio Sousa e João Campos — a ser candidato. Todos são tucanos.
João Campos quer? Não se sabe. Porque ele é sempre vago a respeito. Questionado pelo Jornal Opção, respondeu com uma pergunta: “Por que não me indaga sobre a Prefeitura de Goiânia?” O repórter inquiriu. O parlamentar titubeou: “Já me queimei uma vez”. Bem, sobrou para o Delegado Waldir. Porém o campeão de votos não quer. Sua aposta é Goiânia. Há um terceiro nome: Fábio Sousa. Ele quer?
Um aliado de Fábio Sousa disse que sua preferência é por Goiânia. Mas um tucano sugere que uma conversa com o governador Marconi Perillo pode mudar a opinião do deputado. “Como o jovem político sonha com o Executivo, começar por Aparecida pode ser uma boa saída.”

Esquentou a batalha pela vaga de Joaquim Barbosa no Supremo Tribunal Federal. Os favoritos da presidente Dilma Rousseff são o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams. Porém, como permaneceram no segundo governo, é provável que a petista-chefe negocie noutros fronts.
O presidente nacional da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, conta com o apoio do presidente do Senado, Renan Calheiros, e do ex-presidente da República José Sarney. Heleno Torres, se indicado, o será pela competência jurídica. O ministro do STJ Mauro Luiz Campbell Marques conta com o apoio do ex-governador do Amazonas Eduardo Braga. Tarso Genro é a aposta do PT, mas não de Dilma Rousseff.

[caption id="attachment_29675" align="alignleft" width="620"] Foto: Denise Xavier[/caption]
O prefeito de Caldas Novas, Evandro Magal, do PP, é favorito na disputa pela reeleição. Dois empresários, dos ramos de hotelaria e imobiliária, pretendem bancar um candidato, com estrutura, para enfrentá-lo. A deputada federal Magda Mofatto (PR) pretende lançar seu marido, Flávio Canedo, presidente regional do PR, para vice do prefeito.
Magda e Magal, a dupla Mag — os nomes deles contêm a vogal “a” duas vezes e três consoantes e começam com as mesmas letras, até a terceira letra —, são os principais políticos do município. Magda, portanto, tem força para emplacar o vice. Porém, Marquinho do Privê pode tentar manter a vice para um político do PSDB. O elemento aglutinador é, porém, o prefeito.