Bastidores
O deputado estadual José Nelto é visto como "incontrolável" pelo irismo ortodoxo
Leonardo Vilela, Sérgio Cardoso e Valcenor Braz são cotados para assumir vaga de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado
Três nomes despontam para a vaga do ex-deputado estadual Helder Valin no Tribunal de Contas do Estado (TCE). Valin foi afastado do cargo por força de liminar obtida pelo Ministério Público na Justiça. São eles: Leonardo Vilela [foto acima], secretário de Saúde; Sérgio Cardoso, assessor do governador Marconi Perillo; e Valcenor Braz, deputado estadual.
Leonardo Vilela enfrenta desgastes a Saúde e, segundo aliados, acha que merece a aposentadoria depois dos mandatos como deputado federal. O projeto inicial era uma vaga no TCM, mas o cenário fica melhor ainda com o surgimento da vaga de Valin no TCE. O TCE tem melhor estrutura e é mais valorizado que o TCM. Ele esteve cotado para o TCE há pouco tempo.
Cunhado do governador Marconi Perillo, Sérgio Cardoso [foto acima], sempre discreto e eficiente, tem o cacife alto no PSDB e base aliada para uma vaga de conselheiro no TCM. Consta que seria o próximo da lista para o TCM, possivelmente na vaga de Sebastião Caroço. Mas, com o fato novo do afastamento de Valin, pode se antecipar e faturar a cadeira do ex-deputado no TCE. Fortíssimo.
Valcenor Braz [foto acima] é forte aliado de Marconi e um dos responsáveis pelo bom desempenho do tucano no Entorno de Brasília. Teria o apoio de nove entre 10 deputados estaduais, que são os que, em última análise, vão aprovar a indicação do novo conselheiro do TCE.
Aparadas as arestas com o governador Marconi Perillo, o ex-prefeito diz que o vereador é o político que mais mantém contato com a população
O curso só pôde ser concluído por interferência de Nasr Chaul, novo superintendente de Cultura do governo de Goiás
A educadora sublinha que a incorporação pela Secretaria da Educação ampliou a estrutura da cultura em todo o Estado
Como muitos prefeitos do país, José Gouveia enfrenta CEI, não consegue terminar obras, mas controla a máquina
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Prefeito de Guapó, Luiz Juvêncio está no primeiro mandato | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção Online[/caption]
O prefeito de Guapó, Luiz Juvêncio (PMDB), disse ao Jornal Opção que será candidato ao Paço Municipal somente se a população estiver ao lado dele no ano que vem. “Eu vou mostrar o que fiz nesse tempo de mandato e contratar pesquisas. Se a população não estiver satisfeita, não vou mexer mais com isso [política]. Vou me dedicar à advocacia, o que sempre fiz”, relata.
O peemedebista acredita que não há outro nome do PMDB que possa concorrer à prefeitura em 2016. Por isso, mantém contato com o diretório estadual da sigla e busca novos filiados em Guapó.
Luiz Juvêncio foi um dos maiores defensores da candidatura do empresário Júnior Friboi (ex-PMDB) em 2014 , que acabou sendo fritado internamente pelo ex-governador Iris Rezende em maio daquele ano. No mesmo mês, o prefeito chegou a assinar sua ficha de desfiliação da sigla devido à recusa ao nome de Friboi.
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Entre os que vão prestar depoimento estão o ex-prefeito José Macedo e os ex-vereadores Veter Maritns e Marlúcio Pereira
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Aguinaldo Coelho, Raquel Teixeira e Nasr Chaul: secretária conseguiu derrubar o primeiro | Foto: Alexandre Parrode / Jornal Opção[/caption]
A secretária da Educação, Cultura e Esporte do governo, Raquel Teixeira, deve trocar, nesta semana, o superintendente de Cultura, Aguinaldo Coelho, possivelmente pelo diretor do Centro Cultural Oscar Niemeyer, Nasr Chaul. O professor da Universidade Federal de Goiás Lisandro Nogueira deve ir para o lugar de Chaul.
Maria Abadia era o nome preferido de Raquel Teixeira para a superintendência de Cultura. Mas a secretária não teria conseguido bancá-la.
Mário Rodrigues também vai deixar a direção do Fundo de Cultura. O arquiteto e compositor Otávio Daher deixa a direção do Núcleo de Obras da Superintendência de Cultura.
O deputado do PMDB diz que o promotor de justiça é "preparado e inteligente"
Um dos deputados é de esquerda e está insatisfeito com seu partido
Pelo menos duas filiações-bomba devem agitar o cenário político antes de outubro. As duas estão sendo articuladas pela cúpula do PSDB, com o aval do governador Marconi Perillo. São dois nomes de peso da oposição.
O governador Marconi Perillo examinou pesquisa sobre Catalão e gostou do que viu
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Daniel Vilela e José Nelto: um maguitista e um irista disputam o comando e a renovação do PMDB. O primeiro é o favorito | Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
O PMDB vai eleger seu próximo presidente regional no dia 24 de outubro deste ano. A ex-deputada Iris Araújo teria cogitado disputar, mas teria sido demovida por Iris Rezende, seu marido. O peemedebista-chefe, num claro desafio ao prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela — que apoia seu filho, o deputado federal Daniel Vilela —, vai bancar o deputado estadual José Nelto. Aquele que observar com atenção perceberá que, nos últimos tempos, José Nelto adotou um discurso radical contra o governador de Goiás, Marconi Perillo. Críticas duras ao tucano-chefe é um passaporte garantido para ser aliado e, até, amigo de Iris Rezende.
Na semana passada, José Nelto visitou vários municípios, como Cocalzinho e Corumbá de Goiás. Daniel Vilela esteve em Edeia e outros municípios. Os dois, ainda que com certa discrição, estão em plena campanha.
“Estou mais preocupado em organizar o partido, em lançar candidatos a prefeito nos 246 municípios de Goiás, do que com a presidência do partido. No dia 19 de setembro, faço 54 anos e o meu presente é a reorganização do PMDB em todas as cidades do Estado. Agora, se eu tiver o apoio da bancada, vou disputar o comando do diretório regional. No entanto, vou deixar para discutir o assunto depois de 1º de outubro”, disse José Nelto ao Jornal Opção. “Se eleito, vou ser um presidente duro, de oposição mesmo ao governo de Marconi Perillo. Observe-se que, agora, na Assembleia há uma oposição consistente, que faz o contraponto com presteza. O PMDB tem avançado, em termos de crítica, nas redes sociais.”
José Nelto diz que ouve dizer que Daniel Vilela quer disputar a presidência do PMDB. “Nada tenho contra, mas precisamos fazer oposição de fato, firme e consistente. Não somos uma linha auxiliar do tucanato.” O deputado estadual frisa que, se pretende disputar o governo de Goiás em 2018, como vem anunciando, Daniel Vilela não precisa enfrentar o desgaste de ser presidente do partido. “Seria mais adequado apoiar um presidente que monte uma agenda positiva para ele. Para um deputado federal, que precisa ficar pelo menos três dias em Brasília, é muito difícil dirigir um partido grande como o PMDB.”
Daniel Vilela tem dito que, se não disputar o governo em 2018, não deverá ser candidato à reeleição. Com isto, quer demonstrar determinação sobre seu projeto político. “Trata-se de um bom candidato. É jovem e tem discurso, talvez precise torná-lo um pouco mais contundente e frequente. Porém, se Daniel Vilela não for candidato, desistindo por um motivo ou outro, eu vou lançar minha candidatura a governador. O PMDB não fica sem candidato, não.”

