Oposições já admitem que terão de enfrentar um general eleitoral poderoso em 2018

Marconi Perillo e José Eliton: o primeiro é o grande general eleitoral do segundo

Napoleão invadiu a Rússia em 1812 e acabou voltando derrotado para a França. Teria dito aos franceses que não havia sido vencido pelos militares russos, e sim pelo General Gelo. Uma boutade das boas, mas, ainda assim, uma boutade. O General Gelo prejudicou os franceses que não o conheciam tanto quanto os generais e os soldados russos. Mas claro que não foi só isso.

Agora, em Goiás, as oposições começam a admitir, por enquanto nos bastidores, que podem perder a eleição de 2018 para José Eliton, o pré-candidato do PSDB a governador, devido ao General Goiás na Frente. Trata-se de um “general eleitoral” poderoso, de fato. Mas sozinho não ganharia a eleição. O que há é um conjunto de fatores.

Um deles, e talvez seja o principal, é que o governo de Goiás, com medidas rigorosas e no tempo certo, impediu que a crise nacional destruísse as estruturas públicas.

Vários Estados atrasam salários por meses e as obras, no lugar de paradas, nem existem. Goiás, ao lado do gigante São Paulo — este, um verdadeiro país dentro do país chamado Brasil —, sofre com a crise, mas o governo não tem sido um problema para o mercado e para a sociedade. Pelo contrário, mantém-se, graças aos acertos fiscais e as contenções feitas no momento adequado, um instrumento dinâmico tanto de crescimento econômico quando de desenvolvimento.

Goiás não é uma ilha, mas está muito melhor do que vários Estados. O motivo é a intervenção certeira e eficiente do governo de Marconi Perillo, este, sim, o principal general eleitoral da campanha de José Eliton. Há atletas de academia e atletas de rua. O tucano-chefe é o atleta da política.

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