O prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, do PT, aproximou-se ainda mais do candidato do PMDB a governador de Goiás, Iris Rezende, nos últimos dias. Há certa lógica na sua ação.

Primeiro, se Marina Silva, do PSB, for eleita presidente da República, o prefeito goianiense perde o apoio do governo federal. Marina é a favorita e certamente não o boicotará, mas não lhe dará, como tem ocorrido com Dilma Rousseff, tratamento privilegiado, diferenciado.

Segundo, se o governador Marconi Perillo for reeleito, o petista continuará sem o seu apoio. O tucano-chefe tentou uma aproximação, mas, dada sua ligação com Iris Rezende — que se tornou seu herói e padrinho político (muito acima de Lula da Silva) —, Paulo Garcia mantém-se afastado. Marconi é favoritíssimo.

Com a popularidade em baixa, segundo pesquisa do Instituto Serpes, Paulo Garcia, sem o apoio dos governos federal e estadual, terá dificuldade para concluir seu mandato (com o apoio de Dilma Rousseff, ele não vai muito bem).Os goianienses torcem para que se dê o contrário, mas não é remota a possibilidade de que saia com a imagem pior do que a de Pedro Wilson.

Concluindo: é a expectativa de ficar isolado que está levando Paulo Garcia, inclusive com seu marqueteiro, Renato Monteiro, para a campanha de Iris Rezende — e cristianizando o candidato do PT a governador, Antônio Gomide.