Ninguém quer ser vice de Wilde Cambão na disputa pela Prefeitura de Luziânia

O fato de o deputado estadual não criticar o suposto assediador tem sido visto com maus olhos pelos eleitores

Cristóvão Tormin e Wilde Cambão: aliados políticos e amigos | Foto: Reprodução

Por certo tempo, muitos políticos se ofereceram para ser vice do deputado estadual Wilde Cambão, pré-candidato do PSD a prefeito de Luziânia. Agora, depois do escândalo que envolveu Cristóvão Tormin e levou ao seu afastamento da prefeitura pela Justiça — é suspeito de assédio sexual —, ninguém quer ser vice de Wilde Cambão.

Quando o deputado liga, convidando para uma conversa, os políticos desconversam. “Estou indo para Brasília”, “ligado quando voltar do culto”, “minha mulher está doente”, “chego da fazenda na segunda-feira e, assim que puder, retorno”. São algumas das desculpas dadas pelos políticos.

Wilde Cambão não está envolvido na questão do assédio sexual — o único suspeito é Cristóvão Tormin —, mas, dada sua profunda ligação com o prefeito afastado, está “contaminado” e será cobrado, se disputar a eleição, pelos eleitores. O fato de não criticar o suposto assediador tem sido visto com maus olhos pelos eleitores.

Muita gente queria ser vice de Wilde Cambão, agora ninguém quer.

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