Defensor do empreendedorismo, da conquista da independência financeira e social pelo próprio esforço do cidadão,  o candidato a deputado federal pelo PSDB, Giuseppe Vecci (4545) tem feito críticas a programas sociais que criam dependência do poder público. “O programa Bolsa Família é um modelo ad eternum, ele não define um tempo para uma porta de saída”, afirma se referindo ao um dos principais programas sociais do governo federal.

Vecci justifica que decidiu entrar na vida político-partidária porque quer repetir o que fez como secretário e na iniciativa privada que é ajudar as pessoas a crescerem e a melhorarem de vida com oportunidades criadas pelo poder público.  “Temos de auxiliar para não perpetuar o modelo existente no Brasil de um assistencialismo continuado”, reitera. O economista argumenta  que criar oportunidades para as pessoas significa que é preciso dotá-las de qualificação, capacitação e conhecimento para que possam sobreviver sem ficarem dependentes eternamente de um deputado, de um prefeito ou de um governador.

Especialista em Planejamento Estratégico, o economista garante que não tem nada contra os programas sociais e que inclusive ajudou o governador Marconi Perillo a criar a maioria deles em Goiás, como a Renda Cidadã, a Bolsa Universitária, a Bolsa Futuro e o cheque Moradia. “Não é defeito ter momentos de dificuldades e nestes momentos ter necessidade de proteção social”, ressalva.

Para o ex-secretário de Gestão e Planejamento, o discurso de não poder dar o peixe e ensinar a pescar não cabe em todas as situações. “Muitas vezes é preciso dar o peixe como porta de entrada, mas depois é preciso qualificar, capacitar para que possa ter uma porta de saída”, justifica. Ele lembra que em Goiás, muitos beneficiários pediram o desligamento de programas porque encontraram portas de saída, inclusive em outros programas governamentais como o Banco do Povo, linha de crédito para pequenos negócios.

Defensor do empreendedorismo e da criação de oportunidades para que todos possam crescer e se desenvolver financeira e socialmente, o candidato novato reconhece que essa é uma de suas ideias que confrontam com o modelo político atual praticado no Brasil. Ele afirma com veemência que não defende a perpetuação da pobreza, a dependência das pessoas nos programas sociais e sim a sua libertação para que possam com o seu próprio esforço conquistar o que querem.  “Não há nada mais digno do que a pessoa garantir seu sustento com o próprio esforço. Ninguém precisa de esmola, mas de oportunidades. Não é criando um contingente de dependentes que vamos melhorar o Brasil”, reforça.