O Clube do Bolinha de Goiás pode estar com os dias contados. Até agora, só uma mulher, Gracinha Caiado, do União Brasil, figura na disputa por uma das vagas no Senado.

Estão no páreo seis homens (e só uma mulher): Aldo Arantes, do PC do B; Alexandre Baldy, do pP; Gustavo Gayer, do PL; Luis Cesar Bueno (se não for candidato a governador), do PT; Oséias Varão, do PL; Vanderlan Cardoso, do PSD, e Zacharias Calil, do MDB.

A rigor, ao menos no momento, estão na disputa pelas duas vagas Gracinha Caiado (líder em todas as pesquisas de intenção de voto); Vanderlan Cardoso, Gustavo Gayer e Zacharias Calil. São os mais competitivos.

A surpresa que vem de Anápolis

Mas na segunda-feira, 25, surgiu uma pré-candidata que pode mexer no quadro eleitoral. Trata-se da empresária Carla Corrêa, mulher do prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa —ambos do Partido Liberal.

Carla Corrêa tem um discurso mais afiado do que o de Márcio Corrêa e adora política. Há fatores que podem contribuir para fortalecê-la: é mulher, evangélica, conservadora. Além disso, representa uma cidade grande, Anápolis, que tem o terceiro maior eleitorado de Goiás, e é casada com um prefeito bem-avaliado.

O que se comenta no PL é que Oséias Varão, “segundo” pré-candidato do PL — porque Gustavo Gayer é mais popular —, não emplacou e, por isso, deve retirar o time de campo. Para ser candidato a deputado federal ou, até, estadual.

Por não ter emplacado, Oséias Varão, de acordo com um membro do PL, pode acabar “prejudicando Gayer, porque, no lugar de atrair eleitores, está afastando-os. Ele é boa gente, mas, para o Senado, não tem a mínima chance. Não podemos brincar de disputar eleição”.

Há quem postule que o Estado de Goiás, que não tinha nenhuma senadora, poderá ter duas senadoras a partir de 2027. “Quem viver, se quiser, verá”, afirma um experimentado político de Anápolis. (E.F.B.)