Moradores de Porangatu reclamam da República dos Buracos

As chuvas atrapalham as operações tapa-buraco. Mas a população cobra que a prefeitura faça alguma coisa. O desgaste da prefeita é crescente

Não há a menor dúvida de que a prefeita de Porangatu, Vanuza Valadares, do Podemos, é bem-intencionada. Não há a menor dúvida de que as chuvas atrapalham a recuperação das ruas. Porque, muitas vezes, a operação tapa-buraco não resolve o problema (tapa de manhã e o buraco “reaparece” à noite, ou no dia seguinte. O custo da manutenção é alto, mas o trabalho acaba por ser ineficaz). No geral, o que se precisa fazer mesmo é recapear as ruas, e com asfalto de qualidade. O que está no planejamento da prefeitura.

Fotografia feita a partir de um vídeo divulgado por um crítico da gestão municipal e enviado à redação por um vereador de Porangatu | Foto: Divulgação

Mas Vanuza Valadares precisa ficar de olho em duas questões. Primeiro, é possível fazer alguma coisa, de imediato. Não dá para esperar as chuvas acabarem para cuidar das ruas. Segundo, a prefeita está perdendo a “guerra” da comunicação nas redes sociais (por sinal, eventualmente, com uma linguagem excessivamente agressiva e grosseira. Críticas podem e devem ser feitas, mas com o mínimo de respeito, com linguagem civilizada). O desgaste está aumentando, e não há uma resposta à altura — o que pode gerar um desgaste talvez incontornável.

Nas ruas, as pessoas já chamam Porangatu de a “República dos Buracos” (falam, até, em “Rali dos Buracos”). Elas nem querem saber se o ex-prefeito Pedro Fernandes, do PP, deixou a prefeitura com problemas e dívidas. Cobram é da prefeita atual, que, é o que se diz, precisa ser mais ágil na resolução das demandas da população. O que se precisa, afirmam as pessoas, é de ações, ou seja, de respostas convincentes.

Nota da Prefeitura de Porangatu

“Porangatu tem buracos? Sim! Mas, em Goiás, nos diga qual cidade não sofre com esse problema neste período?”

É muito ruim, e até espantoso, ver o Jornal Opção publicar um texto que não é assinado, em que usa como referência um vídeo de agressor não se identifica, não mostra o rosto e desfere palavras impublicáveis contra uma mulher.

Isso vai muito além de buracos nas ruas e ultrapassa os limites do “jogo político”. Como um veículo de comunicação com tamanho alcance, o Jornal Opção não deveria dar palco para agressões e para esse tipo de agressor, pois, isso não é e nem deve ser considerado de interesse público.

Porangatu tem buracos? Sim! Mas, em Goiás, nos diga qual cidade não sofre com esse problema neste período? São inúmeras as cidades que estão na mesma situação ou até pior.

A relevância que a imprensa pode ter em uma sociedade está na medida em que ela consegue muda positivamente a realidade.

Marcelo Pedro é secretário municipal de Comunicação da Prefeitura de Porangatu.

Nota da redação do Jornal Opção

O mais espantoso é a agressividade do secretário de Comunicação da Prefeitura de Porangatu com o Jornal Opção, que apenas publicou uma nota contando que há buracos na cidade (também é espantoso que Vanuza Valadares tenha endossado a nota). E os buracos são fatos, não ficções, como, aliás, ele próprio admite. Ademais, devido aos ânimos exaltados na cidade, o auxiliar da prefeita Vanuza Valadares talvez não tenha lido a nota com o devido cuidado. Se tivesse, teria percebido que, além de moderada, condena a crítica excessiva à gestão da prefeita e à própria pessoa da gestora.

A rigor, o secretário parece nem ter lido o conteúdo real da nota. Deve ter lido a nota a partir do que tem ouvido e visto nas redes sociais? É o mais provável.

Se o secretário fosse mais cuidadoso, e talvez sereno, teria percebido que as notas da coluna Bastidores não são assinadas. E talvez não saiba que os textos da “The Economist”, quiçá a principal revista global, não são, no geral, assinados.

Uma resposta para “Moradores de Porangatu reclamam da República dos Buracos”

  1. Avatar Matheus Mendonça disse:

    Em sua maioria, os buracos têm origem nas constantes e necessárias escavações e recomposições nas vias, que ao longo dos anos provocam fissuras na junção entre o pavimento e os reparos, com as chuvas, a água penetra nessas fissuras, pressionada pelos pneus dos veículos, e desagrega as demais camadas do pavimento abaixo do revestimento, provocando os buracos. As operações tapa-buracos são realizadas diariamente, com sol ou chuva. Em tempo seco, a recomposição é feita com asfalto a quente. Com as chuvas ou mesmo com o tempo excessivamente úmido, as usinas de asfalto não conseguem produzir o composto a quente, no momento está sendo usado um paliativo, mas como o volume de chuva está muito intenso, não consegue fazer na cidade toda. È preciso aguardar esse período passar, para iniciar o tapa buraco/recapeamento ou pavimentação da maneira correta, evitando assim o desperdício do dinheiro público.

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