Ministro de Bolsonaro exonera Salma Saddi do Iphan e nomeia aliado de Alcides

A saída de Salma Saddi, que fez um trabalho competente, indica que o Iphan está se renovando. É bom para o órgão e para a ex-diretora

Salma Saddi de Paiva:  saída do Iphan-Goiás significa renovação para o órgão e para a ex-superintendente | Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção

Salma Saddi fez um trabalho de excelência na direção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em Goiás. Não há a menor dúvida disso. Entretanto, depois de tantos anos no mesmo cargo, sua saída indica renovação. Tanto para o governo federal quanto para a própria Salma Saddi.

Mulher irrequieta e cheia de ideias, Salma Saddi poderá tocar outros projetos tanto na área de preservação quanto em qualquer outra. O governo ganha porque poderá renovar o Iphan — acrescentando novas perspectivas, novos métodos de trabalho, novas equipes. A renovação é sempre bem-vinda. Acaba com a ideia de feudo, de que determinado órgão tem dono.

Salma Saddi foi exonerada pelo ministro da Cidadania, Osmar Terra, na quarta-feira, 18.

O substituto 

O advogado e professor universitário Allyson Ribeiro e Silva Cabral é substituto de Salma Saddi. Ele é aliado do deputado federal Professor Alcides Ribeiro, do PP e representante político de Aparecida de Goiânia. Parte da imprensa apressou-se a dizer que não tem experiência na área. Mas não se pode desmerecer o corpo técnico do Iphan — que é permanente e é o que importa. Quando José Serra assumiu o Ministério da Saúde, num dos governos de Fernando Henrique Cardoso, não tinha experiência alguma na área. Mas acabou se tornando um dos melhores ministros da Saúde da história do país. Com Allyson acontecerá o mesmo? Não dá para saber. Mas convém esperar. Paciência e prudência são recomendáveis.

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