O governador de São Paulo, Rodrigo Garcia, pressionou, mas não conseguir evitar: a maioria do diretório do PSDB no Estado tomou a decisão na segunda-feira, 24, de apoiar Lula da Silva, do PT, para presidente da República.

Primeiro, os ditos cabeças brancas, como Fernando Henrique Cardoso, José Aníbal, José Serra (que, a rigor, quase não tem cabelos) e Aloysio Nunes, hipotecaram apoio à candidatura do petista. Agora, desafiando Rodrigo Garcia — que declarou apoio ao presidente Jair Bolsonaro, do PL, sem autorização partidária —, o partido decidiu seguir os líderes históricos. É provável que o governador deixe o partido depois das eleições. Porque não terá “ambiente” para conviver com os não-bolsonaristas.

“A manifestação da maioria do diretório estadual do PSDB de São Paulo tem como base a defesa da democracia, bandeira histórica do partido desde a sua fundação”, afirmou o secretário-geral do PSDB de São Paulo, Carlos Balotta. “A defesa da democracia foi foco central no debate e ponto defendido pelo ex-senador José Aníbal ao pontuar o apoio a Lula. Aloysio Nunes declarou que essa posição representa a maior parte dos tucanos históricos”, sublinhou o partido.

Porém, o diretório do PSDB decidiu apoiar Tarcísio de Freitas, do Republicanos, para governador de São Paulo.

A atração do PSDB se deu graças à intervenção do ex-governador Geraldo Alckmin — que militou no PSDB durante décadas e é o vice de Lula da Silva.