Lissauer Vieira prioriza candidatura a deputado federal, e não mais a vice de Caiado

A vice de Caiado estaria congestionada, com a possibilidade de Lincoln Tejota permanecer. E há a articulação com Daniel Vilela

Lissauer Vieira: presidente da Assembleia Legislativa | Foto: Ruber Couto/Alego

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, do Progressistas, não projeta nenhuma mudança para reduzir o impacto da cláusula de barreira. Portanto, o fim das coligações — que quase ninguém aprova mais — não será revista. (Fala-se na aprovação do Distritão, como quer o deputado federal José Nelto, do Podemos, mas não há uma movimentação consolidada para adotá-lo.)

O resultado é que o quadro político está confuso. Veja-se o caso dos deputados federais Magda Mofatto, do PL, e Lucas Vergílio, do Solidariedade. Nas campanhas, são capazes de articular estruturas eficientes. Mas, se não puderem coligar e se não conseguirem montar chapas consistentes, poderão perder a eleição — mesmo obtendo uma grande votação.

Lincoln Tejota, vice de Ronaldo Caiado: o ex-deputado ajuda e não atrapalha a ação do governador de Goiás | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

O deputado estadual Lissauer Vieira, o PSB, enfrenta o mesmo problema. O PSB só tem dois pré-candidatos — o presidente da Assembleia Legislativa e o deputado federal Elias Vaz. Para eleger os dois, o partido precisa de pelo menos 300 mil ou 320 mil votos. Portanto, a tendência é que, na disputa de 2022, eleja apenas um candidato. Um dos dois tende a ficar de fora da Câmara dos Deputados.

Lissauer Vieira abriu conversações com o PSD do ex-deputado federal Vilmar Rocha, mas nada ficou definido. O Patriota também está de olho no passe do parlamentar, assim como o Republicanos. Mas a tendência é que, ficando o PSD na base do governador Ronaldo Caiado, do Democratas, o representante político de Rio Verde seja candidato pelo partido.

Cotado para a vice, Lissauer Vieira decidiu que, a partir de agora, vai trabalhar, em tempo integral, por sua candidatura a deputado federal. A vice está congestionada. Neste momento, a tendência é que o vice-governador Lincoln Tejota seja mantido para a disputa de 2022. Ele é um vice eficiente, que representa bem o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e não o atrapalha. Além disso, é competente e hábil na articulação política. O presidente do MDB, Daniel Vilela, é cotado para a vice, mas há resistências ao seu nome na base governista, dado o contencioso político de 2018, que acabou por gerar a expulsão de alguns emedebistas, como os prefeitos Paulo do Vale (Democratas), de Rio Verde, e Adib Elias (Podemos), de Catalão.

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