Consta que, quando a prefeita de Santa Terezinha de Goiás, Karla do Sillas (os adversários a chamam, ironicamente, de Karla Vacillas), chega à sede da prefeitura, encontra, de cara, café frio, feito no dia anterior, e pão de queijo tão duro que, se brincar, até quebra dentes.

Blague à parte, Karla do Sillas, do MDB, está decepcionando os eleitores de Santa Terezinha. Um dos motivos, de acordo com um vereador, é que, “na prática, não é a prefeita. O prefeito de fato é o seu marido, o que é de um machismo ímpar”.

Se a gestão de Karla do Sillas não deslancha, o nome de Marcos Cabral parece que foi envolvido em fermento. Na cidade, até as crianças de 5 anos já o chamam de prefeito. As pesquisas de intenção de voto — as sérias — o apontam em primeiro lugar, com cerca de 10% de frente em relação a qualquer outro candidato. Ele sabe que, em 2024, vai enfrentar uma parada federal — a riqueza da família da prefeita e o peso da máquina pública.

A prova de que Marcos Cabral está forte — e encorpando mais a cada dia — são os novos apoios que têm recebido. O presidente da Câmara Municipal, André Mariano, do União Brasil, apoiava Karla do Sillas e, agora, decidiu apoiar o amigo e aliado do governador Ronaldo Caiado, do União Brasil.

Há outros nomes esperando a oportunidade para aderir. Alguns políticos ainda não migraram para o lado de Marcos Cabral por receio de perseguição. (E.F.B.)