O senador de Goiás assume defesa das viúvas e cobra indenização à seguradora AON. “Tem pessoas passando fome”

Senador Jorge Kajuru e o ministro da Justiça, Sergio Moro | Foto: Divulgação

Há quase três anos, em 28 de novembro de 2016, um avião da Lamia caiu na Colômbia com 77 pessoas a bordo — 71 morreram e seis sobreviveram (algumas com sequelas). A maioria dos mortos tinha ligação com a Chapecoense, time de futebol de Santa Catarina. Eram jogadores e integrantes da comissão técnica. Também estavam no voo jornalistas, além dos tripulantes. Até hoje, viúvas e parentes não foram indenizados. O senador Jorge Kajuru (Patriota-GO) disse ao Jornal Opção que a seguradora inglesa AON procrastina e não paga as indenizações. “As pessoas tiveram parte de suas vidas destruídas, além da perda afetiva em si, e há casos de pessoas que estão praticamente passando fome”, denuncia o senador.

Mara Paiva, viúva do ex-jogador, técnico e comentarista Mário Sérgio Pontes de Paiva | Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Kajuru afirma que, ao saber da situação das famílias, decidiu entrar na briga, em defesa delas. “Há pessoas que ouvem a história e parecem pensar: ‘É triste, mas não é comigo’. No meu caso, estou entrando de cabeça na história, em defesa de quem, a rigor, não tem proteção alguma. Fui escolhido pelos senadores para cobrar que o governo do presidente Jair Bolsonaro — que aprecia futebol — entre na história e atue para que se faça justiça. O ministro da Justiça, Sergio Fernando Moro, vai receber as viúvas na terça-feira, 20, às 17 horas, em Brasília. Estarão comigo a líder das viúvas, Mara Paiva [viúva do ex-jogador, técnico e comentarista esportivo Mário Sérgio], o advogado do grupo, o perito e os senadores Nelsinho Trad, Romário, Leila do Vôlei e Esperidião Amin. A seguradora AON diz que está ‘conversando’, ‘acertando’, mas o caso já tem mais de 2 anos e meio e já tem família passando fome. É um caso para o ministro da Justiça. E é, repito, um caso urgente. A AON precisa respeitar os direitos das viúvas. Não digo nem se preocupar com o sofrimento das famílias, porque dirigentes de certas instituições, como bancos e corretores de seguro, só pensam mesmo no lucro.”