Até o presidente Jair Bolsonaro tem perguntado sobre seu projeto político e a respeito de sua popularidade

Políticos “nacionais” são poucos, cada vez mais raros. Mas um político de Goiás está se tornando conhecido em todo o Brasil — e em menos de três meses. Quando circula pelos corredores ou vai a alguma seção (e até nas sessões) do Senado, os colegas e funcionários param para ouvi-lo, sempre com atenção. Nos ministérios, os funcionários param o que estão fazendo para cumprimentá-lo. É um ícone cuja popularidade impressiona. Consta que até alguns senadores têm vontade de lhe pedir autógrafo. O ex-prefeito de Anápolis Ernani de Paula diz que, em São Paulo, comenta-se muito sobre o senador. “As críticas que fez tanto a Gilmar Mendes, o ministro do Supremo, quanto a João Doria, o consagraram no Estado mais rico do país”, afirma. “Virou estrela em São Paulo e, por isso, pode se consagrar no país.”

Jorge Kajuru: consagrado em São Paulo, pode se tornar estrela no país

Trata-se de Jorge Kajuru, que mal chegou ao Senado e o transformou em sua primeira casa. Lá, enquanto senadores demoram até dois mandatos para se consagrarem, quando conseguem, o político de Goiás está chamando rapidamente a atenção do país e se tornou interlocutor de senadores como Tasso Jereissati, José Antônio Reguffe e Álvaro Dias.

Polêmicas à parte, como as críticas ao ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, e João Doria, governador de São Paulo, Kajuru está dando mostras de que será um senador propositivo, e em vários campos, como a saúde. Se ficar só nas polêmicas, pode chamar a atenção, para o bem ou para o mal, mas, se se tornar um senador que apresenta projetos para beneficiar a sociedade — e se conseguir tirá-los do papel —, sairá consagrado.

Há quem aposte que, se sair consagrado em quatro anos, poderá disputar não o governo de Goiás — como quer o deputado federal Elias Vaz —, e sim a Presidência da República. Sabe-se, até, que o pessoal mais ligado ao presidente Jair Bolsonaro tem feito perguntas a respeito da popularidade de Kajuru. Suas fontes disseram que o senador “é sério e incorruptível”. O presidente teria ficado satisfeito com o que ouviu, embora não queira enfrentá-lo em 2022.