Kajuru e Elias Vaz tomam o PSB de Lúcia Vânia

O que se diz é que o partido, a partir de agora, não terá mais dono e todos poderão ter voz. A ex-senadora vai controlar o Cidadania, por intermédio de um sobrinho

Elias Vaz: deputado federal e futuro presidente do PSB em Goiás | Fernando Leite/Jornal Opção

A ex-senadora Lúcia Vânia lia nos jornais que o senador Jorge Kajuru e o deputado federal Elias Vaz iriam assumir o controle do PSB e, segundo um aliado, sugeria que era “fofoca da imprensa” e “perseguição”. Não era. Tanto que, na semana passada, deixou a presidência do partido.

Quando Kajuru migrou do PRP para o PSB, tornando-se líder do partido no Senado, ficara subentendido que, se quisesse, assumiria a presidência da legenda em Goiás. O presidente nacional, Carlos Siqueira, nada tem contra Lúcia Vânia, não se trata de um problema pessoal. É que, do ponto de vista de Brasília, o valor de um líder se “mede” pelo mandato. Senadores e deputados federais têm mais força do que ex-senadores e ex-deputados federais. Pode-se discordar, mas é a lógica da política. Ao defenestrar Lúcia Vânia do comando, Carlos Siqueira está valorizando aqueles que fortalecem o partido no Congresso (o fundo partidário, por exemplo, é definido pelo número de deputados).

Jorge Kajuru, senador: o PSB saiu do controle dos coronéis da política goiana

Ante a iminência de perder a presidência, Lúcia Vânia deixou o PSB e migrou para o Cidadania, partido dirigido em Goiás por seu sobrinho Marcos Abrão (que tem de ficar de olhos abertos para também não perder a presidência da legenda). A saída de Lúcia Vânia prova, segundo um integrante do PSB, que a ex-senadora “só quer mandar, não aceita ser liderada. No Cidadania será a chefe, formal ou informalmente, já que o sobrinho é inteiramente subserviente a ela”.

Se quiser, Kajuru será o presidente do PSB em Goiás. Mas ele prefere que o comando seja repassado para o deputado Elias Vaz, que é mais diplomático e agregador. O senador é explosivo e não edulcora as palavras quando conversa com aliados ou não. Ele é direto, sem meias-palavras. Elias Vaz contemporiza, ouve exaustivamente e tem mais perfil de líder.

“O que se quer dizer é que, agora, o PSB não tem mais dono”, assinala um socialista.

Frise-se que o Fundo Partidário do PSB é um dos maiores do país.

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