Joesley Batista pode ser preso, diz procurador da República

Douglas Fischer, que pertenceu à força-tarefa da Operação Lava Jato, afirma que o próprio Rodrigo Janot sugeriu que a prisão é possível

Douglas Fischer, procurador da República

Numa entrevista ao programa Gaúcha Atualidade, transcrita pelo jornal “Zero Hora”, o procurador regional da República Douglas Fischer — que pertenceu à força-tarefa da Operação Lava Jato Jato em Brasília — admitiu que o empresário Joesley Batista, sócio da JBS, pode ser preso se o acordo de delação premiada for revogado. O título da reportagem do jornal do Rio Grande do Sul é: “Joesley Batista poderá ser preso se acordo de delação for revogado, diz procurador”.

As palavras exatas do procurador Douglas Fischer, em resposta à pergunta “Caso todo o benefício da delação seja revogado, no caso do Joesley Batista, ele poderá ser preso”:

“O procurador-geral (Rodrigo Janot), ontem (segunda-feira), na entrevista, deixou claro que essa é uma possibilidade. Mas é importante dizer que uma prisão só se faz quando há necessidade. O STF já enfrentou este mesmo problema neste caso em que houve a revogação do benefício. Essa decisão é de junho de 2017, é o habeas corpus 138.207, em que o STF disse que o simples fato de haver a revogação do acordo não é motivo por si só para decretação de uma prisão. Entretanto, se houver outros elementos, previstos em lei, no caso do artigo 312 do Código de Processo Penal, que alguém está, por exemplo, destruindo provas, ocultando provas que possa prejudicar a investigação, eu posso pedir uma prisão preventiva. Esta prisão preventiva foi exatamente decidida em detrimento de Marcelo Odebrecht porque se demonstrou que ele estava providenciando a destruição de provas.”

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