Joe Biden é o candidato democrata a presidente dos EUA. Bernie Sanders desiste da disputa

O senador frisa que Donald Trump é “perigoso” e admite que não havia mais como alcançar Joe Biden, que passa a ser o seu candidato

O Partido Democrata já tem candidato a presidente dos Estados Unidos. Trata-se de Joe Biden, que foi senador e vice-presidente de Barack Obama. Ele vai enfrentar o presidente Donald Trump.  A máquina democrata trabalhou para enfraquecer Bernie Sanders, que anunciou sua desistência. A tendência é que Sanders não tente mais disputar a Presidência dos Estados Unidos.

Joe Biden e Bernie Sanders: líderes políticos do Partido Democrata dos Estados Unidos | Foto: Reprodução

Sanders disse que vai apoiar Joe Biden e frisou que Trump é “o presidente mais perigoso”. O senador declarou que, como Joe Biden, está muito na frente, não havia mais sentido de postular a candidatura — que havia se tornado impossível.  “O caminho para a vitória é praticamente impossível. Concluí que esta batalha pela nomeação democrata não será bem-sucedida. E hoje estou anunciando a suspensão da minha campanha”, declarou nas redes sociais.

A decisão não foi fácil, assinala Sanders. Foi “Difícil e dolorosa. “Hoje estou suspendendo minha campanha. Embora a campanha termine, a luta por justiça continua”, escreveu no Twitter. O senador por Vermont sabe que a máquina democrata, liderada pelo ex-presidente Barack Obama, jogou pesadamente contra sua candidatura, avaliando que, no fundo, não era palatável para a média dos eleitores americanos — que, no geral, seriam conservadores. A rigor, Sanders não é socialista — é mais um capitalista de matiz socialdemocrata —, mas, carimbado como tal, certamente sofreria uma campanha devastadora, sobretudo em alguns Estados, o que facilitaria a campanha de Trump. Joe Biden é apontado como mais “leve” para os eleitores conservadores e não tem arestas com os eleitores progressistas — é, em síntese, a visão dos democratas que comandam a máquina partidária. A conclusão é esta: Sanders empolga, especialmente os jovens, mas “não” ganha.

Sanders permanece defendendo, e deve levar suas ideias para a campanha de Joe Biden — o senador agrada os jovens mais do que o ex-senador —, a criação de um sistema de saúde que seja universal (como o SUS brasileiro e o do Canadá), administrado pelo governo, e universidades gratuitas. O “socialista” propõe também a fixação de um salário mínimo em todos os Estados Unidos e a taxação de grandes fortunas (esta ideia certamente Joe Biden não aceitará, considerando que os impostos no país já considerados altos e, portanto, uma espécie de taxação).

O Partido Democrata não é de esquerda, ao contrário do que pensam os que desconhecem o sistema político americano. Na verdade, trata-se de um partido de centro, mas com correntes de direita e de esquerda (caso de Sanders). Fala-se que Trump, por ser isolacionista, é protecionista em relação aos negócios americanos. E, de fato, é. Mas os democratas também são protecionistas, ainda que, no geral, não sejam isolacionistas. Nas questões sociais e comportamentais, o Democrata é considerado mais avançado do que o Partido Republicano.

O coronavírus, que já matou milhares de americanos, prejudicou a campanha democrata, que passou a ser feita mais pelas redes sociais. Só que as estruturas locais, pró-Joe Biden, permaneceram fortes.

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