Jardel Sebba recupera fundo de previdência quebrado pelo PMDB

Investimentos saltam 150% em 3 anos e meio. Tucano assumiu com previdência do servidor municipal quebrada por esquema conhecido como escândalo das “pastinhas”

Ronaldo Ribeiro, superintende do IPASC: “Estamos gerindo a verba com aplicações seguras e evitando gastos desnecessários. Contamos com a parceria da Prefeitura, para que não tenhamos despesas além do que realmente precisamos ou podemos. Vamos encerrar o mandato sem novas dívidas”

Ronaldo Ribeiro, superintendente do IPASC: “Estamos gerindo a verba com aplicações seguras e evitando gastos desnecessários. Contamos com a parceria da prefeitura, para que não tenhamos despesas além do que realmente precisamos ou podemos. Vamos encerrar o mandato sem novas dívidas”

Nos últimos três anos e meio, o Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores de Catalão (Ipasc) registrou um salto de R$ 43,5 milhões em seu patrimônio líquido, o que representa um crescimento de quase 150% em relação a janeiro de 2013 (R$ 29 milhões). Até o final de agosto deste ano, o Instituto passou a ter R$ 72,6 milhões aplicados em bancos públicos, com solidez comprovada, como o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal.

Até julho de 2016 (data do último balanço), o instituto estava com 329 aposentados, e uma folha de pagamento de R$ 824.500,98; e 137 pensionistas, que resultam em R$ 180.463,57. A partir de 2015, a Prefeitura de Catalão incorporou as gratificações dos servidores públicos à aposentadoria, uma conquista para os aposentados e mais um motivo de orgulho para a atual gestão.

O superintendente do Ipasc, Ronaldo Ribeiro, destaca que a reviravolta do instituto se deve ao trabalho responsável de toda a equipe. “Estamos gerindo a verba com aplicações seguras e evitando gastos desnecessários. Contamos com a parceria da prefeitura, para que não tenhamos despesas além do que realmente precisamos ou podemos. Vamos encerrar o mandato sem novas dívidas”, ressalta Ronaldo.

Pró-Saúde

O Ipasc e o Pró-Saúde são duas autarquias municipais distintas, possuindo personalidades jurídicas próprias. O Pró-Saúde é um programa que cuida da saúde dos servidores do município e seus dependentes. Não pode ser chamado de plano de saúde por não ser regido pela ANS [Agência Nacional de Saúde Suplementar]. Para melhor entendimento, a nível de Estado, o Ipasc seria o GoiasPrev e o Pró-Saúde seria o Ipasgo. Todos os funcionários efetivos do município recebem seus proventos de aposentadoria pelo Ipasc, bem como todos os pensionistas.

Nos meses de outubro a dezembro de 2012 não houve atendimento do Pró-Saúde, devido à falta de pagamento por parte do Município. A Prefeitura estava em débito com o programa em mais de R$ 900 mil, considerando pessoas físicas, jurídicas, hospitais e despesas em geral. No entanto, os gestores do novo mandato (2013/2016) conseguiram regularizar a situação.  Até fevereiro de 2013, tudo estava pago, e os atendimentos voltaram a ser realizados normalmente. Atualmente, o Pró-Saúde conta com 4.200 segurados, considerando titulares e dependentes.

Os servidores efetivos ou comissionados podem escolher se querem ou não aderir ao Pró-Saúde. Caso optem pelo programa, são cobrados 5% de seu vencimento, já incluindo dependentes. O programa de saúde dos funcionários públicos municipais oferece consultas em todas as especialidades médicas; exames (com possível ressarcimento em casos de procedimentos fora da cidade); internações; cirurgias; e tratamento odontológico. Até um determinado limite, em geral, não existe coparticipação.

De acordo com o superintendente, que também administra o Pró-Saúde, ao fazer um balanço desses três anos e meio de gestão, “estou bastante satisfeito em ver que conseguimos reconquistar a confiança dos credenciados e recuperar a credibilidade da instituição perante toda a comunidade. Tivemos o cuidado de quitar as dívidas que vieram da gestão passada, e estamos pagando tudo em dia. Estou certo de que atendemos a todos os segurados com excelência. Isso são frutos de uma administração séria e honesta”, destaca Ronaldo.

Má gestão e fundos podres

Em janeiro de 2013, a atual administração municipal havia herdado da gestão passada uma dívida calculada em mais de R$ 8 milhões. Um dos débitos começou a ser pago em maio de 2009, sendo parcelado em 240 meses. No mês de julho deste ano (2016), Jardel Sebba (PSDB) pagou a parcela nº 87. Essa dívida só será quitada no ano de 2029; herança da gestão 2005/2008.

Também em julho, a Prefeitura de Catalão pagou a parcela nº 40 (de 60 meses), de uma dívida referente ao não pagamento das contribuições dos anos de 2006 a 2008. Os gestores da época gastaram além do necessário, faltando com responsabilidade e respeito ao Município como um todo.

Agravando a situação, nos dias 17, 19 e 20 de dezembro de 2012, Cristiano Lefevre (superintendente do Ipasc no mandato do prefeito Velomar Rios (PMDB)) fez uma aplicação de quase R$ 12 milhões em “fundos podres”, que desde aquela data estão presos em investimentos que lesaram e lesam os cofres públicos municipais até hoje.

Atualmente, esse valor está em pouco mais de R$ 9 milhões, mas a administração atual está impossibilitada de retirar qualquer quantia desses fundos, por tempo indeterminado. Segundo Ronaldo Ribeiro, “a tendência é que essa verba diminua ainda mais, pois o investimento foi feito para que o dinheiro rendesse nas mãos das pessoas envolvidas na operação e não a favor do funcionalismo público”, explica.

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Maria Antonieta Silva Oliveira

viva jardel

Maria Antonieta Silva Oliveira

sempre procura fazer coisas para a população

Camila Carvalho Ribeiro

Vai ser Jardel de novo

Camila Carvalho Ribeiro

tem sempre meu apoio Jardel !