“Jamais vou disputar presidência do PSDB, partido não sai do muro”, diz Frederico Jayme

O ex-deputado afirma que o tucanato não sai de cima do muro e chegou a bancar Haddad no segundo turno

Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

O ex-presidente da Assembleia Legislativa Frederico Jayme chegou a ser cogitado para assumir a presidência do PSDB em Goiás. Por dois motivos: é um político articulador e agregador e não tem receio de fazer críticas aos poderosos, quaisquer quer sejam. Mas o ex-deputado, que lutou bravamente contra a ditadura, sob ameaça de cassação, disse ao Jornal Opção que não está disponível para aventuras.

“Jamais vou disputar a presidência do PSDB”, afirma. “Não sou sequer filiado ao partido. Não me filiei por dois motivos. Primeiro, para não insistirem comigo para ser candidato a prefeito de Anápolis. Segundo, para não ser convidado para assumir a presidência. O PSDB não sai do muro, não se posiciona. Veja o caso do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que, criticado pelo PT ao longo de sua história, chegou a sugerir composição com Fernando Haddad no segundo turno. Puro masoquismo e síndrome de Estocolmo. Em Goiás, a candidata do PT a governadora, Kátia Maria, atacou o governo tucano — chegou a fazer mais ataques do que Ronaldo Caiado, do DEM —, mesmo assim teve integrante do PSDB apoiando Haddad. Portanto, insisto: mesmo se fosse filiado, não aceitaria presidir o partido. Não sendo filiado, dou apenas uma sugestão: o PSDB deve adotar posições mais claras e mais firmes em relação à política local e nacional. Não deve ter medo nem ficar em cima do muro.”

Quando falou com o Jornal Opção, Frederico Jayme supervisionava a venda de látex — cerca de 20 toneladas — para uma empresa. “Vendo para a Michelin, Goodyear e laboratórios. A fazenda na qual tenho seringueiras fica a 10 quilômetros de Goianésia.” A família do ex-prefeito Otavinho Lage vende em média 500 toneladas.

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