Irondes Morais diz que Iris é forte para a prefeitura e que Daniel é forte para o comando do PMDB

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Irondes Morais foi prefeito de Inhumas e conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Goiás. Aos 71 anos, parece um jovem, talvez devido ao fato de fazer exercícios físicos quatro vezes por semana com personal trainer. Ele continua no PMDB. “Não vou sair, não.”

Instado a avaliar a gestão do prefeito de Inhumas, Dioji Ikeda, do PDT, Irondes Morais diz que “ele trabalha com seriedade”. Na sua opinião, Ikeda é o típico gestor eficiente, que deixa um legado positivo, mas falta certa “liga” com o povo. “Falta carisma ao prefeito e sua rejeição, devido à qualidade de sua gestão, deveria ser menor. Nós, do PMDB, vamos apoiar sua reeleição, que, embora difícil, é perfeitamente possível. Basta que conecte sua imagem de administrador competente à imagem do político.”

Irondes admite que o pré-candidato do PP, Abelardo Vaz, é forte. “Mas, como todos nós sabemos, eleição se decide é na campanha. Não se ganha por antecipação. Durante a campanha, os eleitores vão sopesar o que Dioji fez e está fazendo e vai comparar com o projeto de Abelardo Vaz. Se julgar que Dioji é o concreto e o outro apenas a ‘fantasia’, é possível que decida manter o prefeito no poder.”

O médico João Antônio (PSD) é, segundo Irondes, outro nome forte. “Numa cidade politizada e culta como Inhumas, a mudança de partido pode prejudicar o seu projeto. Mas é provável que, se disputar, parte do PMDB o apoie.”

Instado a examinar o quadro de Goiânia, Irondes sugere que, se sair do PSDB, Waldir Soares pode se tornar um candidato ainda mais forte e perigoso para todos os outros postulantes. “Há uma liga entre o delegado e os eleitores. Há uma fé em que pode resolver as coisas. É óbvio que candidatos-justiceiros, quando chegam ao poder — que tem limites legais, porque se vive num país democrático —, costuma decepcionar. Não sei se é ou se será o caso. Luiz Bittencourt, dado o seu preparo, tem condições técnicas de ser um prefeito eficiente. A Giuseppe Vecci falta sobretudo carisma e sintonia com as pessoas. Se mudar o perfil, tornando-se mais político, ainda que mantendo seu lado técnico — que é um de seus pontos positivos —, Vecci, com o apoio da estrutura do governo e o prestígio do governador Marconi Perillo, pode crescer. Ressalte-se que os eleitores de Goiânia têm uma comportamento em geral oposicionista.”

Aliado de Iris Rezende de longa data, Irondes sublinha que se trata de uma “força da natureza”. “A vitalidade política de Iris é imensa e sempre surpreende seus aliados. Ele não desiste nunca, é abnegado e tem ampla sintonia com as ruas. Ele é um ‘personagem’ de Goiânia. As pessoas param para cumprimentá-lo e, mesmo fora de períodos eleitorais, Iris atende a todos com cordialidade. Assim como o governador Marconi Perillo, Iris é um dos poucos políticos que, embora faça gestões eminentemente técnicas — com extremo rigor na aplicação dos recursos públicos, tornando-os até mais ‘elásticos’ —, sempre sai consagrado politicamente. Ele não é um tecnoburocrata, do estilo José Serra, mas, embora seja antes de tudo um político, aprecia gestões mais técnicas do que políticas”.

Depois da peroração, o repórter do Jornal Opção insiste: “Mas Iris Rezende será candidato a prefeito de Goiânia?” Irondes pensa um pouco, ri com leveza, e afirma: “Iris não me disse, com todas as letras, que será candidato. Mas, sim, acredito que vai disputar a Prefeitura de Goiânia. Nós, do PMDB, achamos que vai e deve ser candidato. Até para fortalecer o partido para o pleito de 2018. A chance de Iris ser eleito é alta, pois ele tem identidade com a cidade”.

Sobre a disputa pela presidência do PMDB estadual, Irondes é mais lacônico. “Como se sabe, eu apoio o candidato indicado por Iris Rezende. Mas admito que o deputado federal Daniel Vilela é mesmo um nome forte.”

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