Iris Rezende subestima Paulo Garcia e o percebe como se fosse Alcides Rodrigues

Alcides Rodrigues e Paulo Garcia: o prefeito petista pouco tem a ver com o ex-governador, pois é mais ativo, moderno e começa a deslanchar  | Fotos: Jornal Opção

Alcides Rodrigues e Paulo Garcia: o prefeito petista pouco tem a ver com o ex-governador, pois é mais ativo, moderno e começa a deslanchar | Fotos: Jornal Opção

O ex-prefeito de Goiânia Iris Rezende está numa fase de muitas reuniões com aliados e potenciais aliados. Passou da fase de “ouvir muito” e agora está falando o que pensa de pessoas e do processo político. Na sua interpretação, o PMDB precisa lançar candidato forte em Goiânia — quer dizer, ele próprio (“os japoneses do PMDB são mais japoneses do que os japoneses dos ‘outros’”, brinca um ex-deputado federal) — para chegar com alguma chance na disputa das eleições de 2018.

Mas a conversa mais curiosa do peemedebista-chefe foi captada por um irista — que a transmitiu ao Jornal Opção. Iris Rezende estaria dizendo que, em 2010, cometeu um erro de avaliação política crucial: no lugar de postar-se como oposicionista radical ao governador Alcides Rodrigues, que estava muito desgastado, acabou por se aproximar e deixou de criticar sua gestão.

Naquele momento, quando se poderia apontar Alcides como parte do ciclo do PSDB de Marconi Perillo, o peemedebista perdeu-se, interpretando os fatos de maneira equivocada, e acabou se tornando “sócio” de um governante que ninguém queria mais. Alcides saiu do colo de Marconi Perillo e “explodiu” no colo de Iris Rezende. Configurou-se que Marconi iniciava, então, um novo ciclo e o peemedebista fazia parte do ciclo de Alcides. Indiretamente, Iris Rezende “renovou” Marconi ao se associar com o que a população percebia como velho e superado, Alcides.

Baseando-se no exemplo de Alcides, Iris Rezende está dizendo aos seus aliados que vai se manter afastado de Paulo Garcia, ficando na expectativa de que o prefeito seja interpretado como aliado não dele, e sim de Marconi Perillo. Mas há um problema: o peemedebista está subestimando o petista, que pouco tem a ver com Alcides, que terminou o governo arrastando-se. Paulo Garcia, depois de uma fase ruim, está se recuperando — pouco a pouco começa a ser visto como um gestor que trabalha e faz obras criativas e de interesse duradouro — e pode se transformar, no longínquo outubro de 2016, um dos protagonistas das eleições.

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