Iris Rezende e Ronaldo Caiado não estão falando mais a mesma língua

A prioridade do prefeito é a campanha de Iris Araújo, que será candidata a deputada federal

Iris Rezende (PMDB) e Ronaldo Caiado (DEM): o prefeito fechou acordão com Daniel Vilela (PMDB), que vai apoiar sua mulher
para deputada federal; o senador ficará por sua conta e risco

O prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB), nunca perdoou os Caiado que militaram na política de Goiás entre na década de 1960 e início da década de 1970. Ele atribui a Otávio Lage (que não tinha paixão pelos Caiado) e a Leonino Caiado a sua cassação quando era prefeito da capital. Ele queria ser candidato a governador, mas foi barrado. Leonino Caiado acabou sendo governador.

Em 2014, com objetivo de enfrentar o governador Mar­co­ni Perillo, o peemedebista Iris Rezende e o democrata Ro­nal­do Caiado criaram uma frentão político. Com o primeiro disputando o governo e o segundo, o Senado. Iris Rezende perdeu para o tucano. A tese era a mesma pregada agora: unidas, as oposições ganhariam. Na verdade, perderam.
Ronaldo Caiado, que pretende disputar o governo do Estado, tenta organizar um frentão político e, inicialmente, apostou em Iris Rezende como articulador para remover os Vilelas — o deputado federal Daniel Vilela e o ex-prefeito de Aparecida de Goiânia Maguito Vilela — da disputa.

Iris Rezende entrou em campo, apresentou Ronaldo Caiado para líderes evangélicos — que passaram a recebê-lo em seus templos — e ofereceu cargos para líderes dos pequenos partidos, como Eduardo Macedo, do PMN, e Eduardo Zaratz, do PV, para que apoiassem o líder do DEM.

Posteriormente, quando os Vilelas decidiram apoiar Iris Araújo para deputada federal em Aparecida de Goiânia, Iris Rezende começou a mudar seu movimento político. O resultado é que, hoje, o prefeito da capital e o senador Ronaldo Caiado, embora mantenham certo diálogo, começam a se distanciar politicamente.

Mesmo Samuel Belchior, o irista que Iris Rezende colocou para acompanhar Ronaldo Caiado na sua peregrinação pelo interior, não anda mais empolgado com o senador. Motivo: as bases peemedebistas não se empolgam com o líder do DEM. Consideram que não dá para “misturar” e serem comandadas pelo presidente do partido Democratas.

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