Irã derruba drone dos Estados Unidos e cresce possibilidade de guerra no Oriente Médio

O governo xiita afirma que o drone entrou no espaço aéreo do Irã. O governo de Donald Trump contesta

O governo do Irã anunciou na quinta-feira, 19, a derrubada de um drone norte-americano. Os Estados Unidos teriam violando o espaço aéreo do sul do país. O governo do presidente Donald Trump contesta a versão e garante que o drone estava sobrevoando o estreito de Ormuz — que seria um espaço aéreo internacional.

O drone seria o modelo Global Hawk, da Northrop Grumman, empresa dos Estados Unidos. Ele teria sido derrubado em Hormonzgan, no Sul do Irã, pela força aérea do governo xiita. A Reuters, baseada numa fonte americana, informa que o drone da Marinha dos Estados Unidos é um MQ-4C Triton. Segundo a agência Lusa, ele “pode voar durante 24 horas a altitudes superiores a 16 mil metros e um alcance operacional de 8200 milhas náuticas”.

Um drone americano, igual a este, foi abatido pela Força Aérea do Irã

Há a possibilidade de uma guerra na região? Há analistas que avaliam que sim, pois recentemente dois petroleiros da Noruega e do Japão sofreram ataques no estreito de Ormuz. Frise-se que o governo do Irã negou os ataques. O conflito, embora seja maior entre Irã e Estados Unidos — além de Israel, parceiro dos americanos —, começa a atingir dimensão mais ampla. Mas a União Europeia está cautelosa — até para evitar de uma guerra que pode ser devastadora para o Oriente Médio e, também, para os países dependentes o petróleo da região.

O ministro da Defesa dos Estados Unidos, Patrick Shanahan, informa que mil soldados foram enviados para o Oriente Médio. “Os recentes ataques iranianos validam informações viáveis e credíveis sobre o comportamento hostil das forças iranianas e dos grupos que apoiam, o que representa uma ameaça para os cidadãos e os interesses norte-americanos no conjunto da região”, afirma o americano.

O Pentágono enviou para a região, em maio, um porta-aviões — o USS Abraham Lincoln —, um navio de guerra, bombardeiros B-52 e uma bateria de mísseis Patriot. No fim de maio, enviou 1.500 soldados para o Oriente Médio. Trata-se de uma operação de guerra, ou de quase-guerra. Um sinal de que os Estados Unidos estão dispostos a enfrentar o Irã não apenas com as palavras candentes de Donald Trump, mas também com homens e armas.

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