Grupos Privê e Lagoa Quente podem apostar na candidatura de médico em Caldas Novas

Guilherminho Filho é cotado para disputar a prefeitura. Pesa contra o jovem a ligação com o prefeito Evandro Magal, que tem a rejeição mais alta da história da cidade

Joaquim Guilherme Filho: cotado para disputar a Prefeitura de Caldas Novas com o apoio de dois grupos econômicos fortes | Foto: Reprodução

Talvez por ser jovem e não ter envolvimento em falcatruas, a proximidade do médico Joaquim Guilherme Filho com o prefeito de Caldas Novas, Evandro Magal, não “contamina” sua imagem. Por isso, se disputar a eleição para prefeito, mesmo contra Magda Mofatto, tem alguma chance de ser eleito. “Alguma” — frise-se.

Na verdade, se for candidato, Guilherminho será bancado, não exatamente por Magal — do qual todos estão fugindo —, e sim por dois dos mais poderosos grupos empresariais de Caldas. Recentemente, o empresário e ex-deputado Marquinho do Privê, representante do Grupo Privê, e o ortopedista Fernando Resende (formado na turma do governador Ronaldo Caiado e um dos sócios do Hospital Nossa Senhora Aparecida), ligado ao Grupo Lagoa Quente, se reuniram com Guilherminho para discutir a possibilidade de lançá-lo a prefeito.

A conclusão geral, na cidade, é que, se quiser mesmo ser candidato, Guilherminho precisa, urgentemente, sair de perto de Evandro Magal — cada vez mais tóxico. Fernando Resende é vice do prefeito, mas já se afastou, por não concordar com os rumos (a falta deles) da gestão municipal.

O triunvirato do poder econômico em Caldas Novas é formado pelo Grupo de Roma, dirigido pela deputada Magda Mofatto (PL), pelo Grupo Privê, comandado pela família de Marquinho do Privê, e pelo Grupo Lagoa Quente, pilotado por Ari Schmitz. O primeiro grupo apoia, naturalmente, a postulação da deputada federal Magda Mofatto — a favorita, sobretudo por ter experiência administrativa, portanto é vista como aquela que tem condições de organizar a prefeitura, o caos que Magal vai deixar. Como é ligada ao turismo, e a cidade vive em larga medida do turismo, Magda Mofatto é apontada como a política que, tendo força em Brasília, pode dar um novo rumo a Caldas Novas — hoje, por falta de um gestor eficiente e compromissado com a cidade, funcionando no piloto automático.

Não resta dúvida de que, dados o poderio econômico e ao fato de ser vista como gestora, Magda Mofatto, se for candidata, é consistente. Mas dois outros nomes são apontados como eleitoralmente respeitáveis: o tenente-coronel Carlos Eduardo Belelli e Kleber Marra. E há o fato de que a proximidade de Guilherminho com Magal o contamina. O médico, por sinal, ainda não é e nem se considera político — o que, longe de prejudicá-lo, pode fortalecê-lo.

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