Grupo de Maguito Vilela atua pra desequilibrar força política da aliança Iris Rezende e Ronaldo Caiado

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Maguito Vilela, Daniel Vilela, Vanderlan Cardoso, Iris Rezende e Ronaldo Caiado: usando o jogo de 2016 como preliminar para o jogo decisivo de 2018

Há dois projetos políticos e estratégicos em confronto no PMDB de Goiás — reverberando noutros partidos —, mais de fundo do que de superfície, daí a dificuldade de a imprensa percebê-los e analisá-los. E, sim, tem a ver com 2016 e, igual e fortemente, com 2018. O grupo do prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela, por vezes sugere, ainda que mais nos bastidores — e por meio de algumas notas sem abrangência plantadas na imprensa —, que gostaria de apoiar o empresário Vanderlan Cardoso (PSB) para prefeito da capital goiana, com um peemedebista na vice. O motivo é mais tático-estratégico do que trivial: seria uma forma de garantir o apoio de um possível prefeito da maior cidade do Estado — se Vanderlan Cardoso for eleito — e de agregar uma senadora da importância de Lúcia Vânia (PSB) ao candidato do PMDB ao governo de Goiás em 2018, que tanto poderá ser Maguito Vilela quanto seu filho, o deputado federal Daniel Vilela, presidente regional do partido. Esta é uma perspectiva, mas há outra, que, como a sugerida por Maguito Vilela, articula com forças internas, peemedebistas, e forças externas, o senador Ronaldo Caiado, do DEM, e Armando Vergílio e Lucas Vergílio, do Solidariedade.

Pode-se dizer que, hoje, o ex-governador Iris Rezende e Maguito Vilela são “inimigos cordiais”. Eles se comunicam, se tratam bem e com respeito, mas seus jogos são contraditórios e distanciados. Do enfraquecimento de Iris Rezende depende a vitalidade do grupo do prefeito de Aparecida de Goiânia. Porém, se o peemedebista mais jovem — tem 67 anos — está armando seu jogo, desconsiderando a trama do peemedebista mais velho, de 82 anos, o outro lado não está parado.

Iris Rezende, se candidato a prefeito de Goiânia e, sobretudo, se for eleito, retoma parte de sua força política, mas não para que ele próprio dispute o governo, porque, se o fizer, poderá perder pela quarta vez. Ao entender que o jogo do grupo de Maguito Vilela pressupõe sua exclusão, o peemedebista-sênior firma uma aliança com o senador Ronaldo Caiado, do DEM. O democrata representa dois antídotos. Primeiro, é um aliado contra a ascensão do maguitismo. Segundo, um agregado na luta contra a hegemonia do marconismo.

Em 2018, é possível três grupos na disputa pelo governo: 1 — Maguito Vilela-Daniel Vilela-Júnior Friboi; 2 — Iris Rezende-Ronaldo Caiado-Armando Vergílio; e 3 — José Eliton-Marconi Perillo-Thiago Peixoto. Há, claro, a possibilidade de o grupo 1 compor com o 3, mas dificilmente se assistirá uma composição com o 2.

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