Glacy Antunes diz que não recebeu convite para ser secretária da Cultura do governo Caiado

Edival Lourenço, Aguinaldo Coelho e Karlos Cabral têm sido apontados como possíveis escolhas de Ronaldo Caiado

Glacy Antunes | Foto: Arquivo

Qualificada e respeitada no mundo das artes, Glacy Antunes foi citada como praticamente definida para o cargo de secretária da Cultura do governo de Ronaldo Caiado (DEM). O Jornal Opção ouviu a intelectual na sexta-feira, 21: “Não recebi nenhum convite formal para ser secretária da Cultura. Conversei com o senador Ronaldo Caiado algumas vezes, quando era candidato, a respeito da área cultural, pela qual ele tem interesse [trata-se de um grande leitor; aprecia, inclusive, livros em francês]. Ele disse que iria recriar a secretaria. Sei que, para recriá-la, tem de fazer uma reforma administrativa e é preciso discuti-la na Assembleia Legislativa. Por isso, inicialmente, é possível que se comece o governo com uma superintendência de Cultura. Para dizer a verdade, estou satisfeita com a recriação da secretaria. Porque a Secretaria da Educação é muito gente e a Cultura acaba se tornando apenas um apêndice. Portanto, urge separá-las”.

Edival Lourenço | Foto: Divulgação

Quem conhece Glacy Antunes sabe que, ética e decente, não disputa cargos. Não pressiona. É o que se comenta no meio cultural.

Há outros nomes cotados. Aguinaldo Coelho, parente de Ronaldo Caiado,é altamente qualificado. O único problema é que, nos últimos anos, participou dos governos do tucano Marconi Perillo. Entretanto, se o critério para escolha for competência, decência e trânsito na área cultural, é um nome forte. Comenta-se que o poeta Marcos Caiado, que tem força junto ao governador eleito, não o banca. Eram amigos, mas romperam.

Aguinaldo Coelho | Foto: Arquivo

O escritor Edival Lourenço, que trabalhou na Caixa Econômica Federal e tem perfil de gestor — além de trânsito excepcional no meio cultural —, também tem sido citado. É tido como o “diplomata da cultura em Goiás”.

Karlos Cabral | Foto: Divulgação

O deputado estadual Karlos Cabral, do PDT, também tem sido citado para o cargo de secretário da Cultura. Ficaria na cota da deputada federal Flávia Morais, que até agora não conseguiu emplacar nenhum de seus indicados — como o médico George Morais — no primeiro escalão.

O próximo secretário terá um problema pela frente: o governo deve 50 milhões de reais ao setor cultural. Trata-se de um valor referente ao Fundo de Cultura dos últimos três anos.

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