Flávia Cunha diz que não será candidata em Rio Verde e frisa que apoia reeleição de Paulo do Vale

Filha de Paulo Roberto tem sido sondada pela oposição, mas sugere que não vai deixar o DEM de Ronaldo Caiado

Filha do ex-deputado federal Paulo Roberto Cunha, ex-prefeito de Rio Verde, Flávia Cunha tem 43 anos e é uma política articulada. Entretanto, apesar de ter apreciado a disputa para deputada federal em 2018, não se entusiasma com a possibilidade de continuar disputando mandatos.

Flávia Cunha admitiu ao Jornal Opção que sabe da articulação de um grupo político — articulado pelo presidente da Assembleia Legislativa, Lissauer Vieira (PSB) — para lançá-la para a Prefeitura de Rio Verde. “Sei que meu nome tem sido ventilado, mas nunca conversei pessoalmente com participantes do grupo a respeito do assunto.” Já recebeu telefonemas.

Flávia Cunha com o pai (no quadro), Paulo Roberto Cunha, ao fundo | Foto: Facebook

“No momento, pelo menos, não penso em disputar a Prefeitura de Rio Verde. O prefeito Paulo do Vale vai à reeleição, embora tenha dito, na campanha de 2016, que não seria candidato mais uma vez. Mas, como faz uma gestão competente e responsável, avalio que é importante que dispute e eu tendo a apoiá-lo. Como cidadã, me sinto representada por Paulo. Rio Verde é uma cidade segura e equilibrada. Hoje, admito, estou com o prefeito, participei do processo eleitoral de 2018 junto com ele. Acho, na avaliação da conjuntura, que não há outra alternativa. Mas vamos aguardar”, explicita Flávia Cunha. “Claro que há falhas e dificuldades na gestão de Paulo, mas nunca se consegue agradar todo mundo. É preciso ouvir a população e, portanto, é crucial fazer pesquisas qualitativas e quantitativas.”

O candidato de oposição a Paulo do Vale ainda não está definido. Flávia Cunha sugere que, dos nomes colocados — Juraci Martins (PPS), Heuler Cruvinel (PP) e Sebastião Lázaro Pereira (reitor da Universidade de Rio Verde) —, o mais cotado é do reitor da Unirv. “Sua família é muito ligada ao MDB. Portanto, pode ser o candidato do partido.” A jovem política assinala que Sebastião Lázaro Pereira, por ser um nome novo, pode ser o escolhido pelas oposições para enfrentar o prefeito. “Porque, veja bem, não é nada fácil enfrentar Paulo do Vale. Vai ser difícil conseguir encontrar um candidato para confrontá-lo de igual para igual.”

Wilder Morais, Flávia Cunha e Ronaldo Caiado na campanha de 2018 | Foto: Facebook

Flávia Cunha não aprova a candidatura do ex-prefeito Juraci Martins. “Como cidadã, não gostei da gestão do doutor Juraci Martins. Na sua administração, a cidade era mal zelada. Foi a pior época da história de Rio Verde em termos de segurança, havia muita tensão. Eu nem gostava de deixar meus filhos saírem de casa à noite, como muitas outras famílias. Mas é evidente que tem gente que aprova o ex-prefeito e o avalia como bom gestor, mas não é o que eu penso. Já o governo de Paulo do Vale me deixa tranquila, gosto de saber que é o prefeito de minha cidade. O asfalto está bem cuidado, por exemplo.”

É “natural que há pessoas do grupo de Juraci Martins que queiram apostar nele. São simpatizantes e, por isso, querem sua volta à prefeitura. Mas os tempos mudaram e Rio Verde precisa de políticos mais modernos, como Paulo do Vale. O atual prefeito é mais moderno do que Juraci Martins. Trata-se de um gestor criativo, responsável e vocacionado para a coisa pública”.

Paulo do Vale, prefeito de Rio Verde, é a aposta de Flávia Cunha | Foto: Divulgação

Quanto ao ex-deputado federal Heuler Cruvinel, Flávia Cunha frisa que se trata de um “jovem inteligente, que sabe articular e foi eleito duas vezes para deputado federal, o que não é fácil. Mas, por algum motivo, ao menos para cargos executivos, o próprio Heuler se ‘derrubou’, não sei por quê. Hoje, não tem ambiente para o ex-deputado disputar mandato de prefeito em Rio Verde. Se o fizer, vai perder mais uma vez. Mas reafirmo que é um ‘rapaz’ que chegou longe e sabe fazer política. Mas há algo nele, que não sei identificar, que o atrapalha, principalmente para cargo executivo”.

Flávia Cunha sublinha que vai continuar filiada ao DEM, apesar de convites para sair do partido. “Não vou sair, não. Mas, para falar a verdade, nem sei se vou continuar na política. Embora tenha o dom da palavra, conte com o apreço da população e tenha gostado de fazer campanha política, em 2018, não sei se quero continuar na política. Estou num momento de reflexão. A política, como se sabe, é um caminho sem volta. Uma vez político, sempre político. Quero deixar o cenário se ‘movimentar’ e se ‘firmar’ e então tomarei uma decisão. Mas, insisto que, neste momento, não posso dizer que serei candidata. Mas, como dizem, o futuro a Deus pertence.”

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