Fábio Sousa deve se filiar ao partido ao qual se filiar Bolsonaro pra disputar mandato de deputado

O ex-deputado federal diz que estuda filiação também ao MDB, ao PP e ao PSL. Só não quer saber de partido de esquerda

Fábio Sousa, ex-deputado federal pelo PSDB de Goiás | Foto: Jornal Opção

Um repórter do Jornal Opção conversou com um aliado de Jair Bolsonaro, de Brasília, e ouviu que o presidente quer ampliar sua base parlamentar em Goiás. “O presidente deve bancar, entre outros, o deputado Major Vitor Hugo, o deputado estadual Paulo Trabalho [disse ao Jornal Opção que planeja disputar mandato de senador] e o ex-deputado Fábio Sousa para deputado federal”, afirmou o auxiliar do chefe do Executivo federal.

O repórter ouviu, então, o ex-deputado federal Fábio Sousa, filho do apóstolo César Augusto, um dos líderes evangélicos ouvidos com frequência pelo presidente Bolsonaro.

Major Vitor Hugo, deputado federal: cotado para presidir o PRTB em Goiás | Foto: Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados

O sr. vai a deputado federal pelo PL ou pelo PRTB? Fábio Sousa respondeu: “Não descarto nenhum indicativo. Estou pensando, analisando e conversando. Pode ser pelo MDB, PP, PSL, pelo partido que o presidente for. Só não será de esquerda, isso é certeza”.

O MDB é dirigido em Goiás pelo ex-deputado federal Daniel Vilela. O PSL é presidido pelo deputado federal Delegado Waldir Soares — que é adversário político do presidente Bolsonaro. O partido Progressistas é liderado pelo ex-ministro Alexandre Baldy, ligado ao senador Ciro Nogueira, um dos principais apoiadores de Bolsonaro e líder o Centrão no Congresso.

Deputado Paulo Trabalho: cotado para se filiar ao PRTB / Foto: Y. Maeda

O presidente Bolsonaro negocia, no momento, sua filiação ao PRTB (que pode mudar o nome para Aliança Pelo Brasil). Acertada a filiação, o comando do partido em Goiás será repassado, de maneira automática, para o deputado Major Vitor Hugo, principal aliado político de Bolsonaro em Goiás. Ele é da cozinha do presidente.

Fábio Sousa vai deixar o PSDB. Ele tentou ser candidato a prefeito de Goiânia, mas a direção tucana nunca permitiu. Apesar de político atuante, com prestígio na sociedade civil, sempre foi deixado de lado pela cúpula do partido (leia-se Marconi Perillo, José Eliton e Giuseppe Vecci). Porque, a rigor, nunca foi da turma tucana, cujo núcleo era “fechado” e avesso a determinados líderes, sobretudo se religiosos.

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