Mauro Miranda e Iris Rezende | Foto: Leandro Vieira
Mauro Miranda e Iris Rezende | Foto: Leandro Vieira

Convidado a explicar a “indecisão” de Iris Rezende — se disputa ou não a Prefeitura de Goiânia —, o ex-senador Mauro Miranda (leitor da obra de Ayn Rand), um dos melhores amigos do peemedebista, é peremptório: “Anote e me cobre depois — ele é candidatíssimo, mas só vai anunciar na última hora, quando não tiver mais jeito”. Por quê? “Porque, como político experiente, vai esperar o quadro político e econômico do país ficar mais ‘claro’. Com o quilo do feijão a 16 reais, o jornalista quer que o cidadão esteja mais preocupado com eleição ou com a crise econômica? Abro o Jornal Opção e leio que a Cecrisa, a Perdigão e a Votorantim fecharam as portas, respectivamente, em Anápolis, Jataí e Niquelândia. Na coluna Bastidores, leio que a Mitsubishi fez demissões em Catalão. O quadro econômico, ao menos para a população, está acima do quadro político-eleitoral. Como ex-governador, ex-ministro, ex-senador e ex-prefeito, Iris Rezende tem experiência de sobra e sabe o que faz. Ante uma crise dos políticos, que pode se tornar uma crise da política, ele está fazendo política sem dizer que está fazendo política. Portanto, insisto: é candidato, é candidatíssimo”.