Se eleito, Iris ficaria dois anos e repassaria a prefeitura para Maguito e depois disputaria o Senado, em 2022. Especulação é de um ex-governador

Um ex-governador de Goiás disse a um deputado que o prefeito de Goiânia, Iris Rezende, e Maguito Vilela, ambos do MDB, “não brigarão por nada deste mundo”. “Há diferenças entre eles, é certo, mas os pontos em comum vão mais sólidos. Portanto, vou dizer uma coisa heterodoxa, a ser verificada mais tarde: Iris Rezende deve ser candidato à reeleição e, possivelmente, com Maguito Vilela na vice.” Qual é a lógica?

Maguito Vilela e Iris Rezende: aliados há mais de 30 anos | Fotos: Edilson Pelikano

Parece não ter, mas o ex-governador postula que há, sim, uma certa lógica. “Maguito pode ficar na vice e, em 2022, Iris Rezende, se reeleito, poderá deixar a Prefeitura para disputar mandato de senador. Deste modo, Maguito assumiria a prefeitura.”

Mas em 2022 o MDB terá condições de bancar o candidato a governador, talvez Daniel Vilela, e o candidato a senador, Iris Rezende (só há uma vaga, a de Luiz Carlos do Carmo)? “Não sei, porque, por enquanto, estou discutindo 2020, que está mais próximo. Mas, dependendo do quadro político de 2022, o MDB poderá sim lançar candidatos a governador e a senador. Sobrariam a vice-governadoria e a suplência no Senado. Para negociação política.”

O cenário não poderia ser outro, com Vanderlan Cardoso (ou Alexandre Baldy), do Progressistas, disputando o governo do Estado, com Daniel Vilela disputando para senador e com um vice do PT ou do PP? O ex-governador acredita que é um cenário possível. “Mas eu colocaria de outro modo: Baldy para governador, Iris Rezende para senador e Daniel Vilela para vice. Neste caso, o grupo dos Vilelas teria a Prefeitura de Goiânia, com Maguito Vilela. Há também a possibilidade de Baldy ficar na vice.”

Há uma corrente que aposta que Iris Rezende pode apoiar Maguito Vilela para prefeito em Goiânia e que os dois já fizeram um acordo. O ex-governador admite que a hipótese “não é absurda”. “Mas percebo que Iris quer disputar a reeleição.”