Evangélicos não querem Glaustin da Fokus na disputa pela Prefeitura de Aparecida de Goiânia

Os grupos evangélicos querem manter o evangélico Gustavo Mendanha no comando da prefeitura por considerá-lo agregador e eficiente como gestor

Glaustin da Fokus: o deputado é visto como um político indeciso | Foto: Divulgação

O prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha (MDB), é evangélico. Pelo resultado das pesquisas de intenção de voto, evangélicos e católicos, e provavelmente até os não religiosos, querem mantê-lo no poder. Porque o emedebista lidera com folga.

Não há, até o momento, nenhum adversário que se aproxime de Mendanha, em termos de popularidade. Entretanto, pensando em 2018, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), tenta articular uma candidatura de seu grupo político na cidade. O nome preferido do governismo é o do deputado federal Glaustin da Fokus (PSC). Há alguns “drummonds” no meio do caminho.

Felipe Cortês, do Podemos, tem apreço por Glaustin da Fokus mas optou por aliança com Gustavo Mendanha | Foto: Divulgação

Primeiro, Glaustin da Fokus não quer disputar, porque as pesquisas indicam que, se a disputa fosse hoje, não teria 10% dos votos. Com três candidatos, poderia ficar em terceiro lugar. Segundo, é amigo de Mendanha. Ele considera o prefeito como aliado, inclusive pelo fato de os dois seres evangélicos — ambos da Assembleia de Deus. Terceiro, teme, se disputar, sair desmoralizado do pleito e comprometer seu projeto de reeleição em 2022. Quarto, sabe que os evangélicos não querem que entre na disputa para enfrentar outro evangélico. E não um evangélico qualquer, e sim Mendanha, que é altamente aprovado pelos líderes evangélicos de Goiás, porque, além de agregador, é um gestor considerado como altamente eficiente pela população.

Eduardo Prado, deputado estadual: opção por Goiânia | Foto: Fábio Costa/Jornal Opção

Dois pastores evangélicos disseram ao Jornal Opção, em visita na redação, que Glaustin da Fokus está criando coragem para informar a Ronaldo Caiado que está fora do páreo. Porque, frise-se, ninguém quer apoiá-lo — nem seu amigo e aliado Sandro Mabel, que fechou com Mendanha.

Gustavo Mendanha: sintonia fina com a sociedade e com os políticos de Aparecida de Goiânia | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Inicialmente, Glaustin até tentou articular uma chapa. Primeiro, convidou Felipe Cortês, do Podemos, para vice. Mas, como não levou a articulação adiante, Cortês compôs com Mendanha. Segundo, procurou o deputado estadual Eduardo Prado, do Partido Verde (PV), e ofereceu a vice. O parlamentar, que planeja disputar a Prefeitura de Goiânia, ouviu o deputado, mas não sentiu firmeza.

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