Estevão Leite diz que, se eleito prefeito de Porangatu, vai valorizar o funcionário público

O pré-candidato do PRB diz que o prefeito Pedro Fernandes faz uma gestão regular e frisa que Márcio Luis não tem experiência

Estevão Leite de Freitas, pré-candidato a prefeito de Porangatu pelo PRB | Foto: Divulgação

Mais importante cidade do Norte goiano, Porangatu pode ter uma multidão de candidatos a prefeito: Eronildo Valadares (DEM), Pedro Fernandes (PP), Márcio Luis da Silva (sem partido), Capitão Pires (PSL), Sargento Claude (MDB), Estevão Leite de Freitas (PRB) e José Uilton (PT). Nesta edição, o Jornal Opção entrevista Estevão Leite de Freitas.

Aos 57 anos, Estevão Leite diz que já foi “meio comunista”, com ligações com José Sobrinho e Paulo Vilar, mas hoje pertence ao centro político. É evangélico, da Igreja Mundial — a família pertence à Assembleia de Deus — e planeja disputar a Prefeitura de Porangatu, em 2020, pelo PRB. O técnico em contabilidade é ligado ao deputado federal João Campos, presidente do PRB em Goiás.

Eronildo Valadares, ex-prefeito, e Pedro Fernandes, prefeito: devem ser candidatos por causa das estruturas | Divulgação

O Jornal Opção pergunta: “A candidatura do sr. está confirmada?” Estevão Leite responde: “Devo dizer, no momento, que sou pré-candidato. Mas, sim, vou disputar a prefeitura. Em nome de Jesus, vou até a vitória. Vou ganhar, surpreendendo o coro dos contentes da política tradicional”.

O partido Republicanos — novo nome do PRB — vai mesmo bancá-lo? “O partido vai me bancar. Terei uma conversa com João Campos na próxima semana, em Goiânia. Vou conversar também com os deputados estaduais Jefferson Rodrigues e Alysson Lima. Sou o presidente do partido em Porangatu.”

Márcio Luís da Silva comete um erro ao não valorizar os partidos e não tem experiência política | Foto: Claudemir Brito

Quais são suas motivações para disputar a prefeitura? “Quero fazer pelas pessoas da cidade o que os outros gestores não fizeram. Planejo mudar a estrutura de atendimento na área de saúde e melhorar a qualidade da educação. Se eleito, vou moralizar a gestão pública e garanto que vou valorizar os funcionários públicos. Na minha gestão, os servidores terão liberdade, não serão controlados politicamente. A gestão será profissionalizada. A prefeitura hoje só atende num período e a Câmara Municipal cobra que atenda nos dois turnos. É preciso definir as coisas, porque gera uma insegurança para a sociedade e para os servidores.”

Estevão Leite observa que, na gestão atual, a prefeitura descontava dinheiro do salário dos funcionários públicos, mas não repassava para o instituto de Previdência. “Na minha gestão, isto jamais aconteceria. Porque, para mim, o salário do servidor público é sagrado.”

O sr. pode ser vice de algum candidato? “Na verdade, quero receber apoios, mas não cogito ser vice de nenhum candidato.”

Que avaliação o sr. faz da gestão do prefeito Pedro Fernandes (eleito pelo PSDB, mas a caminho do PP)? “A gestão do Pedro Fernandes é regular, mas caminha para se tornar ruim. Em 2018, foram arrecadados 110 milhões de reais e a prefeitura terminou com um déficit de 6 milhões de reais. O prefeito ficou dois anos reclamando da gestão do ex-prefeito Eronildo Valadares — alegando que havia deixado muitos débitos. E agora? É possível que Pedro Fernandes esteja gastando mal o dinheiro público. Ele fecha a prefeitura mais cedo, para economizar energia, água e combustível. Ora, ainda assim, a prefeitura vai mal? Falta, portanto, capacidade de gestão. Politicamente, o prefeito trabalha para cooptar adversários, dando-lhes empregos. Entre os cooptados estão Odair Amorim e José Lustosa. Ao mesmo tempo, as ruas estão esburacadas. Temo, ao final da gestão, que prevaleça o caos.”

Quais pré-candidatos, na sua opinião, se tornarão realmente candidatos a prefeito? “Como tem estrutura financeira e política, Eronildo Valadares será candidato. Assim como o prefeito Pedro Fernandes, que tem o controle da máquina. Márcio Luis afirma que será candidato e que não recuará. Ele é um advogado conceituado, mas politicamente talvez seja fraco. Estou no PRB desde 2016 e o Márcio Luis está começando a fazer política agora e pode ser surpreendido pelas forças tradicionais. Márcio Luis diz que partido político é um detalhe, e discordo frontalmente disso, porque sou partidário. José Uilton deve postular pelo PT. O petismo quase sempre banca candidato, até para marcar posição.”

O Grupo Jaime Câmara “esvaziou” a TV Rio do Ouro. O sr. sabe se a campanha de 2020 terá programa de televisão? “A TV Rio do Ouro mantém uma estrutura na cidade, o que configura uma sede. Portanto, é provável que se tenha programas e debates eleitores na emissora.”

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