Do que adianta reclamar do sotaque carioca da secretária de Economia?

O que importa aos goianos é ouvir na voz dela boas notícias na área econômica e que elas venham o quanto antes

Cristiane Schmidt está na linha de frente do principal desafio deste início de administração: ajustar as contas | Foto: Divulgação

Ronaldo Caiado talvez seja o político goiano que mais se preparou para assumir o cargo de governador. Foram muitos anos sonhando, estudando e trabalhando para chegar neste momento. Por isso, uma coisa é certa: ele pretende errar o mínimo possível e está agindo arduamente para cumprir essa meta.

A escolha de técnicos gabaritados, muitos com experiência nacional e em outros Estados, é coerente com esse cuidado tomado pelo novo governador. Além de proximidade com a equipe que está assumindo o governo federal, os conhecimentos que trazem de fora de Goiás podem propiciar um “benchmarking” salutar para a gestão estadual.

O meio empresarial também avalia que esses auxiliares vêm com uma vantagem extra: são impermeáveis a antigos vícios políticos e administrativos que, eventualmente, poderiam teimar em aparecer.

Na semana passada, quando os atuais secretários começaram a dar as primeiras entrevistas, ficou bastante perceptível, especialmente entre opositores, um certo movimento para, senão desacreditá-los, mas com certeza tentar indispô-los diante da opinião pública.

Em algumas conversas houve, por exemplo, quem ironizasse o sotaque carioca da nova secretaria de Economia, Cristiane Schmidt. Uma rematada bobagem. Trata-se de uma economista do primeiro time, com doutorado pela Fundação Getulio Vargas e pós-doutorado pela prestigiosa Columbia University, de Nova York.

Cristiane era membro do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e foi sugerida a Caiado pelo próprio ministro da Economia, Paulo Guedes – uma sintonia estratégica articulada pelo novo governador. Agora, ela está na linha de frente do maior desafio deste primeiro momento do governo: tirar Goiás de um profundo buraco fiscal.

Independentemente do sotaque, os goianos (principalmente os funcionários públicos que ainda não receberam os salários de dezembro) anseiam avidamente por ouvir boas notícias em sua voz.

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Hans

Ok. O sotaque carioca é feio e irritante. Mas o goiano também não é?