Desistência política de Iris Rezende só é definitiva para Goiânia

Desistência política de Iris Rezende só é definitiva para Goiânia

Desistência política de Iris Rezende só é definitiva para Goiânia

Ninguém fica 60 anos na vida pública sem entender como calcular bem os seus passos, sobretudo quando esta pessoa é Iris Rezende (PMDB). Por isso, sua decisão de não disputar a Pre­feitura de Goiânia neste ano deve ser considerada como jogada política. Apesar de ter garantido que encerrou a carreira em 2014, Iris é um político nato, que disputou todas as eleições dos últimos 15 anos (à exceção de 2012, quando estava impedido). Mas, como não vence um pleito desde 2008, quando foi reeleito prefeito, aliados acreditavam que esta seria a chance perfeita para o peemedebista encerrar sua carreira política, vencendo a corrida ao Paço Municipal mais uma vez. Con­tudo, embora fosse apontado como favorito, Iris viu que não era imbatível e que, se perdesse para Waldir Soares (PR), ou outro candidato, o estrago seria irreparável.

Aos 82 anos e alvo principal de todos os outros pré-candidatos, Iris sabe que seria um risco concorrer à prefeitura sem uma grande estrutura, que se perdeu quando o PMDB rompeu com o prefeito Paulo Garcia (PT) — o partido só tem dois vereadores na Câmara. Além disso, sem fontes de recursos, já que o financiamento privado está vetado, a chance de uma derrota no reduto irista de Goiás era real. Não obstante, o ex-governador tem se sentido “desprestigiado” por aliados. Nos bastidores, diz-se que Iris desistiu da disputa como uma espécie de vingança aos que considera “ingratos”, como Daniel Vilela. Contudo, iristas e danielistas dizem que o ex-governador está de olho, na verdade, em uma das vagas ao Senado, em 2018. A articulação estaria sendo feita com o senador Ronaldo Caiado (DEM).

Insatis­feito com os rumos do “novo PMDB”, Iris pode compor uma chapa com Caiado governador e Vanderlan Cardo­so (caso não vença a eleição para prefeito de Goiânia) na outra vaga. Consta que já teria dito que pode até mudar de partido.

A tese é de que a eleição ao Senado seria menos trabalhosa e, como serão duas vagas (sendo que uma está praticamente garantida ao governador Marconi Perillo), a disputa não seria tão árdua, além de ser uma maneira “gloriosa” para se encerrar uma carreira tão longa.

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