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Quem esperava um Fábio Sousa “nervoso” e “agressivo” surpreende-se. Ele está “tranquilo” e “cordial”, como de hábito. O deputado federal não vai disputar as prévias do PSDB para ungir o candidato a prefeito de Goiânia, alegando que há cartas marcadas — o deputado federal Giuseppe Vecci já estaria definido no momento em que se apresentou como pré-candidato —, mas não desistiu de disputar as eleições. O parlamentar, atuante no Câmara dos Deputados, estuda, com seus aliados, a possibilidade de sair do partido. Porque quer ter chance, um dia, de disputar um mandato majoritário. No PSDB, acredita, não terá chance alguma. Alguns partidos já o sondaram formal e informalmente e já lhe ofereceram legenda para disputar a Prefeitura de Goiânia. De qualquer modo, ele deve esperar até o fim de março, ou um pouco antes, para tomar uma decisão. Seus aliados lembram que obteve 30 mil na capital na eleição de 2014.

Se quiser mesmo disputar a prefeitura, este ano, Fábio Sousa sairá. Mas o deputado aprecia a ação do PSDB em nível nacional. Na sua opinião, esboçada para aliados, o partido tem as melhores cabeças nacionalmente — com um pensamento definido sobre o Brasil — e tem presença forte no Congresso. A filiação a um partido menor e menos articulado reduziria a força do deputado no Parlamento.

Aliados de Fábio Sousa consideram o PR um partido com força política. O deputado mantém relacionamento cordial com a deputada Magda Mofatto, que deverá ser candidata ao Senado em 2018. O partido não tem um nome forte para a disputa na capital. O nome poderia ser o de Fábio Sousa. Mas um aliado do parlamentar é enfático: “O deputado nunca conversou sobre candidatura com Magda”.