Deputado estadual atira em advogado, que está internado

O parlamentar teria recebido socos nas costas e, para se defender, atirou no advogado

O deputado estadual Alexandre Knoploch, do PSL do Rio de Janeiro, atirou num advogado e o feriu num pé, em Brasília, na quinta-feira, 2. Os dois teriam brigado na porta de um restaurante, segundo o jornal “O Dia”, ou na porta de bar clandestino, de acordo com o portal “Metrópoles”.

Alexandre Knoploch: deputado estadual pelo Rio de Janeiro | Foto: Reprodução

Depois de atirar no advogado, Knoploch se apresentou à polícia e apresentou a versão de que o advogado o agrediu e, para se defender, decidiu atirar, ferindo o oponente. Sua assessoria divulgou uma nota: “Na última quinta-feira, o deputado estadual Alexandre Knoploch se dirigiu a uma delegacia de Polícia Civil, em Brasília, para registrar que foi vítima de uma agressão covarde, quando saía de um restaurante. Ao deixar o estabelecimento, recebeu socos pelas costas e foi derrubado no chão”. O político do Rio garante ter porte de arma.

Ao jornal “Extra!”, o deputado acrescentou: “Ele me confundiu, eu tomei um soco, caí no chão e revidei quando vi aquele cara de 2 metros vindo na minha direção. Ou sacava a arma ou deixava ele me espancar. Atirei com precisão no pé dele, não quis atirar em nenhum outro lugar para não acabar com a vida dele ou causar maiores ferimentos. Logo em seguida fui à delegacia e apresentei o ocorrido, fiz exame de corpo de delito, toxicológico e alcoolemia. Estava no local a trabalho, tratando sobre política, e nessas ocasiões eu nunca bebo”.

O advogado contesta a versão do parlamentar. “Ele alega que os parlamentares ameaçaram denunciar o evento caso não entrassem no local”, relatam os repórteres Anderson Justino e Sidney Rezende, de “O Dia”. O homem, de 39 anos, frisa que acreditou que o deputado havia agredido um colega, por isso deu-lhe socos nas costas. Ele diz que está revoltado e com medo. “Não sei muito bem o que fazer”, afirma.

A vítima, operada, está internada no Hospital de Base.

Tanto o jornal “O Dia”, que deu a notícia em primeira mão, quanto o portal “Metrópoles” e o “Extra!”, que a repercutiram, não divulgaram o nome do advogado — sem explicar os motivos.

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