Deputada diz que o governador Rodrigo Rollemberg “fuma maconha demais”

A presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, Celina Leão, do PPS, admite nomear analfabetos para cargos comissionados, desde que tenham votado nela

Celina Leão: falou demais e acabou gravada

Celina Leão: falou demais e acabou gravada

A presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, Celina Leão, do PPS, disse que o governador do DF, Rodrigo Rollemberg, do PSB, fuma maconha (o líder socialista não quis responder sobre se é usuário de maconha, mas criticou a credibilidade da deputada). A deputada distrital disse que, sim, colocaria analfabetos em cargos comissionados, desde que tivessem votado nela. A deputada distrital Liliane Roriz, do PTB — e filha do ex-governador Joaquim Roriz —, entregou gravações ao Ministério Público do DF.

Nas declarações, Celina Leão sustenta que Rodrigo Rollemberg “fuma maconha demais” e por isso teria dificuldade na articulação política. No áudio, rindo, Celina refere-se a uma conversa com o marido, Fabrício: “Que conversa de maconheiro da porra que é aquela, Celina? O Fabrício falou desse jeito. E é verdade. Ele só falava de planta, não falava dos problemas da cidade, só falava do pequi, que ele vai plantar não sei o quê, entendeu?”

Na conversa gravada, Celina Leão afirma que pode, sim, nomear pessoas sem qualificações técnicas, desde que tenham trabalhado de graça na sua campanha. “No meu gabinete tá cheio de analfabeto lá, que não sabe fazer nada, mas são as pessoas que me ajudaram. Tem hora que falta gente para escrever um ofício”, admitiu.

Celina Leão, presidente da Câmara Legislativa, e Rodrigo Rollemberg, governador do Distrito Federal

Celina Leão, presidente da Câmara Legislativa, e Rodrigo Rollemberg, governador do Distrito Federal

Há funcionários fantasmas em seu gabinete. São pessoas que não comparecem nem mesmo para assinar a folha de ponto. Celina Leão disse que loteia cargos. Deputados, desde que votassem na emenda da reeleição para presidente da Câmara, ganhariam 17 vagas de uma empresa terceirizara. Para nomear aliados políticos, cabos eleitorais. “Tenho que dar pra galera que tá comigo, é instrumento de poder, é o que eu tenho, pra dividir com as pessoas que estão no nosso projeto político.”

Celina Leão sublinha que apoia seus colegas deputados e revela que “segurou” dois pedidos de informações do Ministério Público sobre Chico Vigilante. O petista é opositor da parlamentar, mas, por ser deputado, conta com sua proteção. Ela frisou que a resposta ao MP foi elaborada pelo chefe de gabinete do líder do PT.

É provável que, se levado a fundo, o caso resulte em cassação de Celina Leão.

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