Demissão do ministro Abraham Weintraub pode sair até o fim de semana

A tese é que, se continuar ministro, não vai cessar o contencioso com os poderes Legislativo e Judiciário

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, pode pedir demissão “até o fim de semana”, informa Robson Bonin, editor da coluna “Radar”, da revista “Veja”.

Segundo a revista, “na esteira da trégua que está sendo construída por interlocutores de Jair Bolsonaro com os demais poderes, integrantes do Palácio do Planalto fizeram chegar a ministros do STF, do STJ e representantes do Parlamento que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, está de saída do governo. Na versão palaciana, o ministro da Educação, abatido pelos ataques que vem sofrendo dentro e fora do governo, teria decidido pedir demissão do ministério, movimento que não foi, na versão das fontes ouvidas pelo Radar, refutado pelo presidente”.

Abraham Weintraub, ministro da Educação: um dos mais apreciados pelo presidente Jair Messias Bolsonaro | Foto: Reprodução/YouTube

Weintraub é unanimidade dentro e fora do governo — não há quem não o critique. Mas o presidente Jair Bolsonaro gosta de seu estilo ideológico e apontado pelo presidente como “leal”. “Recentemente, um dos que criticaram o chefe da Educação foi o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre. Em conversa com Bolsonaro, ele disse que as declarações do ministro contra o STF e sobre a noite dos cristais, que provocaram revolta na comunidade judaica, teriam degradado a capacidade de interlocução política do ministro com o Parlamento”, anota a “Veja”.

Há quem avalie no governo que Weintraub, se continuar ministro, vai travar as pautas da Educação no Congresso.

“Veja” faz uma ressalva” “As fontes ouvidas pelo Radar dizem que a saída deve se dar até o fim de semana. Em se tratando de governo Bolsonaro, porém tudo é sempre imprevisível. A conferir”.

Duas fontes do jornal, porém, sugerem que Weintraub, mesmo saindo do Ministério da Educação, pode continuar no governo. Ele ficaria como auxiliar do presidente Bolsonaro — no Palácio do Planalto — ou então poderia ser enviado para o exterior, onde, acredita-se, faria menos “estragos”.

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