Conversas entre um democrata e um emedebista sugerem que, embora difícil, uma composição entre DEM e MDB não é impossível

Pode até parecer maluquice de articuladores que jogam demais. Mas, como existem conversações, vale a pena deixar o registro feito. Duas fontes, categorizadas, sugerem que se tratam de especulações, ou de balões de ensaios. “Se colar, colou; se não colar, o jogo segue pelos caminhos convencionais”, afirma uma delas.

O jogo é mais ou seguinte. O presidente do MDB, Daniel Vilela, assumiria cargo de secretário do governo de Ronaldo Caiado e, em 2022, seria candidato a senador na chapa do presidente do Democratas. Um líder de Aparecida de Goiânia conversou sobre o assunto com um líder governista.

A aliança começaria pela disputa da Prefeitura de Goiânia. Firma-se o consenso de que o candidato a prefeito pode não ser o prefeito Iris Rezende, e sim Maguito Vilela, que já está articulando, inclusive conversando com vereadores e líderes partidários. O DEM indicaria o vice de Maguito Vilela.

Loucura? Excesso de especulação? Pode até ser. Mas não é do Jornal Opção. É do meio político. O que se leu acima resulta de conversas filtradas entre políticos do MDB e do Democratas. Há sempre o risco dos “desmentidos”. Mas as conversas existiram, são fatos.

Nas conversas entre o democrata e o emedebista frisou-se que o principal adversário de ambos, até por ter ficado 20 anos no poder — excluindo os dois grupos —, é o grupo do ex-governador Marconi Perillo, do PSDB.

“Não se arrombam portas abertas”, diz um emedebista.